22 maio, 2010

SÃO PETERSBURG

14.09.2008

Cúpula da Igreja do Sangue Derramado
Fizemos um tour pela cidade e “de cara” percebemos que essa cidade belíssima era bem mais “europeia” que as demais. Os prédios da parte mais antiga da cidade têm todos a mesma altura. As fachadas são bem conservadas e muito bonitas. Por toda parte vemos tapumes das obras de restauração. Imagino que daqui a alguns anos a cidade estará ainda mais bonita. Passamos também por muitos parques. Espero que haja tempo de visitar alguns deles.

Estamos no final do verão e a temperatura já chega perto dos 2 graus positivos. Gostaria de vir aqui no período das “noites brancas”, as noites seriam mais quentes e certamente mais alegres. Chegamos ao hotel destruídas. Amanhã estaremos melhor, com certeza.

15.09.2008
Palácio de Catarina




Visitamos 2 palácios hoje, o de Catarina e o do seu filho Paulo. A guia Irina nos contava, durante o trajeto, a história de alguns czares (Czar – Cesar para os romanos), todas muito trágicas. É um tal de mãe que matou o filho porque o filho queria o trono; filha que colocou a mãe em um convento porque queria o trono. Enfim, o "trono" era o objeto de desejo de 09 entre 10 príncipes.

Irina falou também sobre a cidade e a sua construção no delta do rio Neva. Muitas pessoas morreram na construção da cidade nessa região pantanosa. O czar Pedro escolheu esse local porque queria construir uma capital que lembrasse Amsterdan e Veneza. Parece que não levou em consideração a força das águas de um rio caudaloso como o Neva. A cidade sofreu com terríveis enchentes, perdeu metade da sua população na 2º guerra mundial, sofreu com o cerco durante a guerra quando ficaram sem água encanada, sem luz e praticamente sem comida. Acho que agora vivem um período de calmaria mais do que merecida.

O palácio de Catarina I é super luxuoso. Catarina assumiu o poder após o marido, Pedro - o Grande, adoecer. Ela "precisava" de um palácio pra chamar de seu e construiu essa maravilha. A sua filha, Imperatriz Izabel, achava o palácio muito pobrinho e resolveu reformá-lo. Gastou, entre outras coisas,  a bagatela de 100 Kg de ouro para dourar a sofisticada fachada e algumas estátuas. Poderia ser chamada de "Izabel - a perdulária"  ou usando um termo mais atual “ consumidora compulsiva”. Gastou uma fortuna e, pelo que vimos de objetos e outras preciosidades, fica claro que Izabel “não deixava barato”. Tempos depois outra Catarina habitou esse palácio - Catarina II a "déspota esclarecida". Essa não estava nem aí pra reforma de palácio, gostava mesmo era do poder,  governar era o seu prazer.









O palácio do Czar Paulo I, filho da Catarina II, é mais simples porém de maior valor visto o número de esculturas importantes que possui. Esse palácio passou de mão em mão (da nobreza, é claro), teve um período sofrido depois da Revolução de 1917 e foi depredado e saqueado durante a Segunda Guerra Mundial. O último Czar, Nicolau II, morou lá até o momento que teve que mudar-se com a família  para um local mais seguro. Não adiantou a mudança de endereço, foi morto pelos bolcheviques junto com sua mulher e os filhos. O título de Czar é uma honraria de alto risco, me parece.
Não lembrei de perguntar a Irina se algum dos Czares teve vida fácil, se algum conseguiu morrer de velho ou se de morte natural. Vou ter que pesquisar depois que a viagem terminar, para matar minha curiosidade.

Durante o passeio pela cidade passamos por vários jardins. Irina nos falou que alguns desses jardins possuem um crematório, que eram usados na época da segunda guerra, quando vários corpos congelados eram encontrados pelas ruas todas as manhãs. A cidade não foi tomada pelos nazistas, mas o cerco a Leningrado (nome da cidade na época) durou três anos. Resultado: eles tinham que sobreviver com aquilo que podiam produzir dentro da própria cidade e com o pouco que o governo conseguia enviar. Mais da metade da população morreu de fome ou de frio. O inverno é muito rigoroso por aqui, a temperatura chega a vinte graus negativos. Dizem que algumas pessoas chegavam a comer o couro dos sapatos (será verdade?) e outros praticaram o canibalismo para sobreviver. É triste a história dessa cidade tão linda, não dá pra descrever o sofrimento que eles enfrentaram. 
Em um lugarejo próximo daqui passamos por um monumento, uma grande escultura só com figuras femininas. Nessa cidade só as mulheres sobreviveram, todos os homens morreram no front.
Passamos por uma estátua de Anna Akhmatova, uma das mais importantes poetisas russas que sobreviveu aos anos pós revolução russa e conseguiu ter sua arte recuperada após a morte de Stalin, que era odiado por ela. Dois dos seus três maridos foram mortos por ele e seu filho Lev esteve preso por anos em retaliação ao posicionamento político dos seus pais. Nossa guia leu um trecho do poema Requiem onde Akhmatova dizia que se lhe fizessem uma estátua, ela deveria ficar nesse lugar. Desse local, próximo ao rio Neva, avista-se do outro lado do rio a prisão onde ele esteve preso. Ela, e muitas outras mulheres, passavam horas na fila na esperança de ver seus familiares. Durante três anos ela enfrentou essa fila, mas nunca permitiram que ela visse o filho, nem mesmo sabia se estava vivo. A estátua está de lado e fitando o horizonte, como se estivesse indo embora e lançando um último olhar a prisão.
Grande parte dos escritores, poetas e intelectuais fugiram da Rússia logo no início da revolução. Os que ficaram ajustaram suas obras ao novo pensamento vigente e os que não aderiram foram mortos e enviados para os gulags, o que também era uma sentença de morte.
Anna Akhmatova

O passeio terminou às 17:30 e estávamos mortas de fome. Fomos jantar em um restaurante português “Porto”. Comida deliciosa, atendimento nota 10. O garçom conseguiu entender muito bem o inglês de Andréa, coisa rara por aqui. A conta foi um pouco “salgada” mais valeu à pena. Encontramos nesse restaurante um grupo que faz parte do nosso tour. São 5 pessoas e todas moram em Minas. Dois casais de advogados e uma moça que é juíza. Um dos rapazes é bem bonito. Ou melhor, é muito bonito. A esposa é simpática, mas parece chegada a um "barraco" e marca o bonitão de perto. Melhor manter distância.

16.09.2008

Museu Hermitage
Fomos ao Hermitage, museu mais famoso da Rússia e o terceiro maior do mundo. Só perde em tamanho para o Louvre de Paris e o museu do Prado em Madri. A guia Irina nos acompanhou mostrando o que havia de mais importante na arte russa e também obras dos pintores mais famosos: Rembrandt, Velasques, El Greco, Leonardo da Vinci. Muitas obras também dos impressionistas Renoir, Monet, Van Gogh, etc... 

É quase impossível tirar os olhos da beleza da arquitetura desse palácio; me encantou mais do que as próprias obras de arte que ele expõe. São inúmeras salas, uma mais bonita que a outra. A sala das Malaquitas é um espetáculo!  Cortinas de veludo vermelho e o vermelho da malaquita nas colunas, na lareira, em objetos, o dourado no teto, formam um belíssimo conjunto muito colorido.
Das obras de arte, me chamou a atenção um enorme relógio com um pavão e outras aves, tudo em ouro. Em determinadas horas ele toca uma música, acho que é o conhecido "Quebra Nozes" com o som de sinos e o pavão se movimenta como se estivesse cantando. Esse relógio foi um presente para Catarina, de um dos seus amantes. É lindo!

Foi tudo muito corrido porque o museu é muito grande e ainda tínhamos muita coisa para ver nesse dia.

Seguimos para um passeio de barco pelos canais da cidade. São muitos canais, é quase como Amsterdã. Terminado o passeio fomos almoçar num restaurante de comida georgiana. Comemos veado com tomates, champions, queijo e cebolas crocantes. Uma delícia!!! Terminamos o dia passeando num shopping. Eu queria comprar uma camiseta com palavras escritas no alfabeto cirílico para meu sobrinho Rafael, mas foi impossível. Só há roupas com palavras em inglês, aliás como acontece em todos os lugares que já visitei. É mesmo um horror, o mundo está cocalizado.
É impressionante o número de sapatarias. As russas adoram saltos altos e botas. Elas andam sempre muito bem vestidas, maquiadas e de salto. Lojas de produto infantis são raras. Acho que o número de crianças por aqui é bem pequeno.

Resolvemos voltar de táxi para o hotel. Os táxis oficiais não são muito comuns por aqui. Em compensação, basta aquele sinal tradicional que fazemos com os dedos quando pedimos carona, e algum carro pára e faz a "corrida" que o táxi faria. É só combinar o preço. O motorista do nosso táxi clandestino, como não falava nada de inglês, nos mostrou o valor em rublos no visor da calculadora. É o "jeitinho" russo de defender uns trocados extras.

Quando ligamos a TV no hotel ouvimos a notícia de um avião que havia caído na Rússia com muitos mortos. O acidente tinha sido na véspera e imaginei que lá em casa alguém poderia ter ouvido a notícia e estar preocupado. Liguei para casa e Vicente atendeu. Disse que tinha acabado de comentar sobre o acidente com Lívia, mas que Vilson ainda não sabia. Pedi a Vicente pra avisá-lo que ainda não foi dessa vez que ele ficará viúvo. Pronto, já dei sinal de vida, meu compromisso diário.

Antes de dormir fizemos nosso já tradicional lanche: pão de sal, queijo gouda ou brie, presunto de Parma e coca-cola. Finalizamos com chocolate suíço que compramos no aeroporto e com alguns chocolates russos. Em seguida é dormir e sonhar.

17.09.2008

Encontramos novamente o "falso russo". Aproveitei, agora que perdi a vergonha do "mico", e pedi para tirar uma foto dele.


Palácio de Pedro I
Hoje visitamos o palácio de Pedro I. Não confundir com aquele outro Pedro I - o Mulherengo - imperador tupiniquim. Esse é Pedro, o Grande. O palácio fica na cidade de Peterhof. Como todos os outros palácios, esse também é lindo. Porém mais bonito que o palácio é o jardim. São dois jardins, em níveis diferentes. As estátuas douradas que estão na entrada principal são magníficas. Seguindo em linha reta um canal ladeado por canteiros deságua no Mar Báltico. Alguém falou que em dias de céu claro e horizonte limpo, é possível avistar a Finlândia do outro lado do Mar Báltico. Não imaginava que fosse tão próximo. Conheci a Finlândia faz uns três anos e fiquei sabendo naquela viagem que a Finlândia já  fez parte da Suécia e depois, do Império Russo. Só se livrou dos russos após a primeira Grande Guerra. 
Parece que o czar pretendia rivalizar com o Versailles de Paris. Ainda não conheço Versailles, embora já tenha ido a Paris. Se for mais bonito  que esse aqui, deve ser de cair o queixo.

Palácio de Pedro I
Pedro, O Grande, fazia jus ao codinome, tinha quase dois metros de altura, mas as pernas dele eram muito curtas. Em todos os quadros, porém, esse “detalhe” é omitido e ele fica parecendo um homem muito bonito. Era o photoshop da época, creio que só disponível para os ricos.


Palácio Iusupov
À tarde fomos ao palacete de Yusupof. Neste palácio foi assassinado Rasputin o “mago”, que era conselheiro da esposa de Nicolau II, o último czar da Rússia. O mais interessante nessa visita é a história do assassinato. Vários cômodos são preparados para contar a história. Em alguns vemos bonecos de cera, que representavam os personagens que estavam presentes no palacete naquele dia. Em alguns momentos nos sentimos presentes naquela conspiração. 

O enigmático Rasputin tinha muito prestígio junto à família imperial depois que ajudou na cura do menino hemofílico que era herdeiro do trono russo. Dizem que muitas vezes era consultado a respeito de importantes decisões políticas. Conclusão, isso incomodou alguns nobres russos que resolveram matá-lo. Convidaram Rasputim para uma noite de diversão no palácio de Iussupov. Rasputim, que já estava interessado em conhecer a belíssima esposa do príncipe Felix, aceitou. Mas os planos não deram muito certo. Tentaram envenená-lo com doces envenenados com cianureto e uma garrafa de vinho também envenenada. Após muita insistência, o bruxo resolveu comer os doces e beber do vinho. Continuou lépido e fagueiro.


Rasputi
O príncipe Iussupov ficou aterrorizado ao ver que as doses de cianureto não fizeram efeito algum. Iussupov foi até outro andar do palácio e pediu a arma de um de seus cúmplices. O príncipe convidou Rasputin para orar diante de um belo crucifixo e nesse momento o príncipe aproveitou para disparar dois tiros contra Rasputin. O mago tombou.

Enquanto preparavam o corpo para jogar no rio Neva, que passa em frente ao palácio, o bruxo abriu seus olhos e começou a estrangular o seu assassino. Um outro cúmplice disparou outro tiro contra o peito e a cabeça de Rasputin. Parecia definitivamente morto. Enrolaram o corpo em um cobertor e o amarraram com cordas. Jogaram o corpo no rio.

Dias depois o corpo foi encontrado e apesar das queimaduras provocadas pelo gelo do rio as mãos de Rasputin estavam esticadas como se ele tivesse tentado se soltar das cordas.

Temendo um escândalo, o czar Nicolau II não quis investigações e determinou um laudo que dizia que a morte tinha sido acidental. Rasputin havia profetizado que a família imperial morreria se ele fosse morto. Dois anos depois, toda a família real foi morta pela ação dos revolucionários russos. Éhhh! o mago era bom mesmo.

Saí do palacete morta de fome. Fomos jantar no restaurante Nevisk 40. Uma carne de porco com gorgonzola, rúcula, alface e rosti de batatas. Uma delícia de jantar e sem doces envenenados.
Voltamos a pé para o hotel. Queríamos apreciar a cidade iluminada nessa última noite na Rússia. A avenida Nevisk, que me foi apresentada por Dostoiévisk no livro que li recentemente, é uma das mais importantes dessa cidade. Passamos por ela várias vezes e é ainda mais bonita à noite. Estava muito frio (- 4 graus) mas sem vento algum o que tornou nossa caminhada confortável.
Já estamos sentindo aquela sensação de que ficou ainda muita coisa para conhecer. Amanhã a tarde vamos embora e São Petersburg, a cidade de Pedro o Grande, vai deixar saudade.

18.09.2008

O nosso voo é a tarde. Pela manhã fomos a uma igreja ortodoxa que fica perto do hotel. No cemitério ao lado da igreja visitamos o túmulo de Dostoievsk e Tchaikovisk. O cemitério fica dentro de um belo parque com muitas árvores, um lugar bem agradável, não fosse pelo preconceito que temos com os "habitantes" desse lugar.

A tarde embarcamos para Roma, não sem antes passar pelo severo controle da alfândega russa no aeroporto. Tivemos que tirar casaco e sapatos e fomos apalpadas por uma policial russa. Não entendi bem porque esse rigor na saída. Se fosse na chegada, tudo bem. Deve ser resquício do período soviético.
St Petersburg

Considerações Finais

A Rússia ainda não está bem estruturada para receber turistas. Poucas pessoas falam inglês, mesmo nos restaurantes e nos pontos turísticos. Cartões de crédito também não são bem aceitos. As pessoas são grosseiras e nada cordiais com os turistas. Acho que esses problemas devem ser solucionados em pouco tempo pois a Rússia assume cada vez mais o seu perfil capitalista, aparecendo até mesmo na revista Forbes com vários russos incluídos na lista das maiores fortunas do mundo. Quanto a cordialidade, não sei se muda visto que os europeus, de um modo geral, não nos dispensam um tratamento dos mais amigáveis.

Parece-me que eles ainda estão confusos quanto ao seu enquadramento político nesse cenário ocidental. Já não são socialistas, mas ainda não se sentem confortáveis com o capitalismo. Aliás, isso não é de se admirar pois após mais de 70 anos de regime comunista, passar por uma mudança tão radical sem nenhuma preparação prévia, deixa qualquer um sem rumo. Uma piada local diz que perguntaram a um cachorro se a situação atual é melhor que a anterior. O cachorro pensou e respondeu “ penso que agora o prato está mais cheio de comida, mas a corda que prende a coleira está mais curta, o que torna mais difícil chegar até o prato”. Achei a definição perfeita.

Alguns hábitos dos russos são bem desagradáveis. Bebem e fumam muito e deixam garrafas vazias e bingas de cigarro por toda parte. Encontramos bêbados em todos os lugares. O alcoolismo é hoje uma das maiores causas de morte na Rússia.

As mulheres são um caso à parte. Muitas mulheres bonitas, nunca vi tanta mulher bonita como aqui. Andam bem vestidas - o clima favorece – muito maquiadas e saltos altíssimos, muita bota e belos casacos.

Um dado que me intrigou, a princípio, foi o decrescimento demográfico. A Rússia hoje tem menos de 150 milhões de habitantes. E olha que a Rússia tem uma extensão três vezes superior a do Brasil. Consultei Alexandra sobre o assunto e ela nos disse que a maioria dos russos não querem ter filhos. O governo fornece bolsa de estudo e seguro saúde como forma de incentivo para os casais que desejam ter um segundo filho, mas parece que eles não se entusiasmam. Alexandra disse que os russos ainda se sentem inseguros pois antes tinham moradia, saúde, educação, alimentação, tudo fornecido pelo Estado. Era pouca comida e moradias quase sempre coletivas, mas obtinham tudo isso sem precisar fazer nenhum sacrifício. Hoje têm que trabalhar muito para ter tudo isso. Sem contar as 2 guerras mundiais e 3 revoluções que enfrentaram no último século. Somente a 2º guerra mundial matou mais de 20 milhões de russos. Não é pouca coisa, é mais que suficiente para amedrontar uma criatura.

Um outro fato que me chamou a atenção foi a quantidade de igrejas. São muitas, considerando que a maioria da população é composta por ateus. É mesmo impressionante a necessidade que o homem tem de se apegar a uma religião, pois mesmo depois de 70 anos de um regime que pregava o ateísmo, bastou um pouco mais de liberdade para que a religião ressurgisse com vigor.

Saravá axé babá, como diria o baiano.





















17 maio, 2010

ZURICH E LUZERN

INFO INICIAL 

Partindo da esquerda: Adélia, Ana Dirce, eu, Kátia Hespanhol,  Danielle e Kátia Pinto
Partindo da esquerda: Adélia, Ana Dirce, eu, Kátia Hespanhol,  Danielle e Kátia Pinto.
Faremos uma viagem pela Suíça, Áustria e Alemanha. Na Alemanha contratamos um tour “Alemanha Romântica” onde faremos um passeio pelos Alpes alemães.
Volto a viajar com minhas antigas companheiras: Kátia e Adélia. Não viajo com elas desde 2004. Nesse passeio terei novas companheiras que ainda não conheço: Ana Dirce, Kátia Espanhol e Danielle. Espero que nossa convivência seja agradável.

05.09.2009                     ZURICH

Saímos do Rio, Adélia, Kátia e eu, às 15 h. Em São Paulo tivemos um atraso de mais de 01:00 h, o que não é muito considerando o caos aéreo tão comum nos dias atuais. Véspera de feriado, muita criança, pessoas viajando pela América do Sul, resultado: filas enormes na imigração. Quando me acomodei no avião, naquele espaço míííííínimo entre as poltronas, jurei que não faria outra viagem tão longa (sempre faço esse juramento). Antevi a noite horrorosa que teria. Enganei-me, não foi tão ruim. Consegui dormir um pouco e a viagem me pareceu muito mais rápida do que de costume. A aterrissagem em Zurich foi perfeita como poucas que já vi. Chegamos em Zurich ao meio-dia. Do desembarque até ao local da esteira de bagagem pegamos um metrô que vai de um terminal para outro dentro do aeroporto. 

06.09.09

Chegamos em Zurich ao meio-dia. Do desembarque até ao local da esteira de bagagem pegamos um metrô que vai de um terminal para outro dentro do aeroporto. Entramos eu e a Kátia e as portas fecharam antes que Adélia entrasse. Fiz um sinal para Adélia que não entendeu nada. Ficamos esperando um pouco preocupadas, pois não sabíamos até onde iria aquele trem e Adélia não estava muito bem nesse dia. Mas, sem problemas... Adélia me avistou de longe - essa é uma das vantagens de ser alta.
Lago Zurichsee

Chegamos ao hotel Montana e já partimos para a rua, em direção ao lago Zurichsee. O dia estava ensolarado, sem vento e com um sol fraquinho - uma delícia. Paramos no caminho para comer um hot dog com aquela linguiça de veado e vários tipos de mostarda (provei de todas). Devidamente empanturradas continuamos em direção ao lago. A cidade se localiza em redor dele e parece que tudo gira a sua volta. Notamos que existem vários barcos-táxis que fazem o trajeto de uma margem para outra. Deve ser bem mais rápido do que fazer o contorno do lago em um carro. Caminhamos pela margem, tiramos fotos, depois sentamos em um banco bem próximo da água e ficamos observando as pessoas caminhando ou “esquentando” ao sol daquele início de tarde de setembro.
Dança de salão ao ar livre


Avistamos ao longe um grupo de pessoas dançando em um jardim. Fomos até lá. Era um restaurante com música ao vivo num jardim que terminava na margem do rio Limmat. Sentamos ao sol, tomamos algumas cervejas e ficamos apreciando a dança de salão. Alguns casais eram bem engraçados, faziam acrobacias horríveis. Acho que a maioria era turista. Quando saímos do restaurante tentei tirar foto de uma mulher que estava a nossa frente, vestida de forma muito estranha. Seguimos caminhando atrás dela criticando a “vestimenta” quando, de repente, ela começou a falar em português com o acompanhante. Ops!!! Quase paguei um mico.

Fomos para o hotel encontrar com a Ana Dirce, nossa companheira de viagem que vinha de Natal. Eu ainda não a conhecia, mas me senti a vontade junto dela desde o primeiro momento.

Saímos para jantar. Escolhemos um restaurante não muito distante do hotel. No caminho olhamos algumas vitrines de galerias de arte e de lojas que estavam fechadas, graças a Deus. Voltamos ao hotel para um merecido descanso, mais do que necessário depois de uma noite mal dormida numa cadeira com a metade do tamanho ideal para abrigar meu quadril.

07.09.09

Fizemos um tour local pela manhã. Seguimos em direção as colinas, na parte mais alta da cidade, de onde se tem uma visão mais ampla do lago.
Hotel Dolder Grand

Paramos próximo a um hotel de “muitas estrelas” onde se hospedam as cabeças coroadas, ricaços e famosos. Nós, pobres mortais, temos que nos contentar com uma foto, nada mais. Em frente ao hotel, um campo de golfe com um gramado que parece veludo. Continuamos o passeio por um bairro com belas casas, vimos à sede da FIFA que os suíços chamam de “a casa da máfia do futebol”. Talvez eles tenham razão, futebol envolve muito dinheiro e onde há dinheiro os "abutres" estão sempre rondando, esperando uma oportunidade.

Notei que pelo caminho passávamos por vários jardins com pequenos pomares e, em alguns, uma pequena casa de madeira. Achei estranho porque eram muitos. A guia nos explicou que o povo da cidade costuma comprar ou alugar pequenos pedaços de terra mais distantes do centro onde passam os finais de semana cuidando do jardim e do pomar. No Brasil gostamos de ter um sítio ou uma casa na praia. Os suíços têm um jardim para os finais de semana. Terminamos o passeio em uma das igrejas mais importantes da cidade, que possui afrescos feitos por Marc Chagall.

Caminhamos pelas ruas do centro e fizemos algumas compras (ninguém é de ferro) na rua Banhofstrasser. As ruas estão enfeitadas com vasos grandes e esculturas de vacas, tudo muito colorido. Temos que estar sempre atentas ao atravessar as ruas, pois o movimento de bondes elétricos é muito grande e nós não estamos acostumadas com isso.

Passeio de barco

Fizemos um passeio de barco pelo lago. Sentamos no deck superior da embarcação para aproveitarmos melhor a paisagem. Enrolei-me na pashminas, porque no final do dia sempre faz um pouco de frio, e relaxei.
À noite, no hotel, fizemos um lanche, ou melhor, um pic-nic improvisado sobre a cama. Queijo, vinho, salame, alguns pães, torrada com creme de ovomaltine. Adélia tomou um coquetel de remédios e disse que esse era o seu momento “Michel Jackson”. Fomos dormir o sono dos justos.

08.09.09                        LUZERN

Estação de trem de Luzern
Pegamos o trem pela manhã para Luzern. A viagem foi rápida e o hotel Alpina fica bem perto da estação de trem. Arrastamos as malas até lá e, em seguida, fomos bater perna. Na primeira esquina paramos para consultar o mapa. Ficamos em dúvida quanto à direção que iríamos tomar. Uma voz em português (de Portugal) ofereceu ajuda. É engraçado como sempre que estivemos com alguma dificuldade aqui na Suíça, algum brasileiro ou português aparecia para nos ajudar. A voz em português pertencia a um belo exemplar lusitano já de meia idade, chamado Vitor. Disse que trabalhava na mais importante loja de relógios da Suíça, (acho que é Beyer). Deu-nos algumas dicas e convidou-nos para passar na loja depois do passeio. Falou, repetidamente, o horário em que sairia para almoçar. Sei não, desconfiei que estivesse com segundas intenções.

Caminhamos pela avenida margeando o rio. Havia uma feira com alguns legumes diferentes, vários tipos de abóboras - algumas desconhecidas para nós - cebolas enormes e uma banca de queijos de enlouquecer.
Banca de frutas e legumes


O rio tem uma água limpíssima e uma cor verde-clara que eu ainda não tinha visto (se vi não lembro). Explicaram-me que essa água é do degelo e a cor esverdeada e leitosa é proveniente de parte de um minério que a água arrasta das pedras da montanha.

Ponte de madeira
 
Atravessamos o rio pela ponte coberta. São duas pontes de madeira, muito antigas, uma das atrações da cidade. Visitamos a muralha da cidade - ruínas do muro que cercava a cidade medieval - e o leão ferido esculpido na pedra. Em seguida nos separamos. Adélia e Ana Dirce foram olhar relógios, eu e Kátia fomos bater perna. Mais tarde passamos na loja do português (ficamos de encontrar-nos lá) para procurarmos as duas companheiras. Não encontramos as duas, mas encontramos o português que nos deu de lembrança umas colherezinhas com a propaganda da loja. Enquanto falava conosco segurou minha mão. Retirei a mão rapidinho. O gajo não é de se jogar fora, mas não vim até aqui fazer turismo sexual.

Cervejinha para relaxar








Saímos procurando um lugar para almoçar. Encontramos um restaurante muito charmoso na margem do rio Reuss. Almoçamos e levamos algum tempo bebericando e apreciando a paisagem de final de tarde. Alguns patos nadavam no rio e acho que também almoçavam a sua iguaria predileta que, por sinal, era a mesma que comemos no almoço: PEIXE.

Estava acontecendo um festival de verão (música clássica) e, por esse motivo, a cidade estava repleta de turistas. Sentamos em frente ao belíssimo teatro de arquitetura bem moderna, e ficamos admirando as pessoas que chegavam para o concerto, todas muitíssimo bem vestidas. Nem procuramos por ingresso, não era para o nosso bico.

09.09.09

Cidadezinha ao pé do monte Titles


Nosso programa principal hoje foi o passeio ao monte Titles. Armando, o motorista do ônibus que nos levou até lá, também é português. Trabalha com seu irmão que é dono de uma empresa de transporte em Luzern. Disse-nos que muitos portugueses vêm tentar uma vida melhor aqui na Suíça. Quase sempre vão trabalhar na construção civil. Com seu irmão não foi diferente, mas com o passar dos anos conseguiu montar um negócio próprio e ganhar um bom dinheiro. Chegando ao pé da montanha embarcamos em um teleférico com aqueles bondinhos para 6 pessoas, que balançam perigosamente (minha opinião) enquanto se arrastam para o alto. 
O dia estava claro, sem névoa, e a paisagem lá embaixo é linda. Kátia ameaçou passar mal, ficou mareada. Tive medo que vomitasse dentro daquele lugar apertadinho. Para onde eu ia fugir? Depois mudamos para um teleférico maior, redondo, que cabem 50 pessoas se não me engano, todas em pé. Fiquei de olho em Kátia, porém a uma distância segura para evitar qualquer jato indesejado. E a coisa foi rodando, rodando... até chegar na estação cercada da neve que restou nesse final de verão.



Enfiei gorro, cachecol, casaco e fui caminhar na neve, mas não resisti por muito tempo.

Estava de tênis e o frio gelado subia pelo solado fino de borracha. Kátia foi a única que teve coragem de encarar um outro passeio sobre a neve. Nós outras preferimos entrar, andar pelas lojinhas e tomar um chocolate quente enquanto apreciávamos a paisagem branca das montanhas. Em seguida fomos a uma caverna de gelo. Um labirinto cheio de luzes coloridas e coberto de.... gelo. Tive saudades de me deitar na areia da praia numa manhã de sol de outono.
 
Monte Titles

























À noite, colocamos nossas melhores roupas, e saímos para jantar. Havia vários restaurantes na margem do rio e ficamos em dúvida sobre qual escolher. Optamos por um que tinha mesas sob um pátio coberto. Fazia um pouco de frio e o vinho ajudou a me aquecer.




15 maio, 2010

INSBRUCK e SALZBURG

10.09.09                           INSBRUCK


Alugamos um carro que nos levou de Luzern até Insbruck. O motorista Hilário, e também dono da empresa, é irmão daquele português que nos acompanhou no passeio ao monte Titles. Muito simpático, contou-nos que está há 18 anos na Suíça, falou sobre sua família e as vantagens de viver aqui. No caminho entrou rapidamente no principado de Liechtenstein. Este país minúsculo - deve ter o tamanho de um bairro das maiores cidades do Brasil - é riquíssimo, lindinho, limpinho, mas vive da lavagem de dinheiro sujo. 

Mais à frente fizemos uma parada para um lanche em um local muito agradável. Foi vantajoso alugarmos o carro. Saiu pelo mesmo preço que nós quatro pagaríamos pelo trem e sem o inconveniente de arrastar malas até a estação e depois até o hotel.

Insbruck
O hotel Grauer fica no centro da cidade, perto de tudo. Fizemos um passeio em um ônibus de turismo que circula pela cidade. Ele é equipado com fones, com possibilidade de escolha entre vários idiomas, mas o português infelizmente não faz parte dessa lista. O texto que ouvíamos no fone nunca batia com o local onde estávamos. Tudo bem, somos espertinhas, sempre conseguimos aproveitar alguma coisa.

Que cadeira mais gostosa!!!
Saltamos no centro onde o buchicho acontece. Andamos pelas lojinhas, tiramos fotos, fomos até a ponte - que dá nome a cidade - que atravessa o rio INN (INN - o rio e bruck - ponte) olhamos os restaurantes e escolhemos um para o almoço. Começou a chover e entrar num local fechado era realmente a melhor opção. O restaurante Otto Burger é a parte que restou de um antigo castelo que ficava nesse local. O lugar é agradável e a comida muito boa.

Quando passei pela rua Maria Theresien Strasse lembrei da Imperatriz Maria Teresa, mulher poderosa que governou o império Austro-Húngaro. Na viagem que fizemos em 2001 pelo leste europeu encontramos estátuas dessa senhora até na Polônia. Pelo visto ela também deixou sua marca por aqui. Quando vi uma construção antiga com telhas de ouro imaginei “isso é coisa de Teresa”.

11.09.09                               

Palácio Schloss Ambras em Insbruk
Eu e Kátia visitamos, pela manhã, um palácio dessa cidade (tenho a impressão que todas as cidades têm pelo menos um castelo ou um palácio). Ele não é muito imponente, mas possui um grande acervo de quadros, prataria, armas e armaduras. O que me pareceu mais bonito foram os jardins em volta do castelo, mas chovia e não foi possível ver muita coisa. Essa visita com sol seria excelente, principalmente para caminhar em volta do palácio.

Fiquei um pouco decepcionada com Insbruk. Eu tinha uma imagem na lembrança de umas fotos que vi na adolescência. Era uma cidade coberta de neve, bucólica e aconchegante. Não achei nem uma coisa nem outra. Pode ser que o tempo tenha sido curto para conhecer a cidade. Com certeza o tempo foi pouco. Ou pode ser que a neve da foto tenha me dado essa sensação de aconchego.

SALZBURG

À tarde tomamos um trem para Salzburg. O vagão estava cheio e viajamos meio imprensadas entre as malas. Mala grande e trem não combinam. Na chegada Ana Dirce percebeu que havia esquecido sua bolsa de mão no vagão. Não houve tempo de recuperá-la. Iniciou-se uma odisseia atrás da bolsa perdida, sem sucesso. Por sorte não havia muitas coisas dentro dela.
Ficamos no hotel Mercure, um pouco distante do centro antigo, mas com um pouco de disposição dá pra ir a pé. Foi o que fizemos. De cara já gostamos da cidade. No alto da montanha está o castelo (que novidade!!!) desta cidade. É um dos maiores e mais antigos da Europa. Subimos até lá em um teleférico. Quando chegamos havia um grupo de músicos vestidos com trajes típicos tocando música folclórica para um grupo de turistas que estavam sendo recepcionados em um restaurante ao pé do castelo.
Havia um concerto com peças de Mozart programado para aquela noite no castelo, mas num horário um pouco mais tarde. Teríamos que optar entre o jantar e o concerto. A fome, esse instinto animal, falou mais alto. Nem olhei a programação do concerto. Se no programa estivesse incluído o concerto nº21 para piano, de Mozart, eu ficaria com remorso de ter optado pelo jantar.

Cervejaria Augustiner Brau
Saímos em busca da “Augustiner Bräu”, uma cervejaria famosa na cidade. Depois de caminharmos muito (achamos que era perto) chegamos a rua Augustinergasse. Procuramos pelo número 4 e encontramos uma igreja. Será que a cervejaria fica numa igreja???? Impossível. Mortas de fome, já estávamos indo embora quando vimos uma turma bem alegre saindo da “igreja”. Voltamos, entramos e, surpresa!!! Era mesmo a cervejaria.

Descobrimos que essa construção secular já tinha sido, no passado, um mosteiro. Um lugar bem interessante com várias salas, grandes mesas cheias de gente animada tomando cerveja em canecas enormes, muita música e...muita fumaça de cigarro, infelizmente. Nesse quesito (cigarro) podemos nos considerar bem mais civilizados que os europeus.

Em um grande armário de madeira, escolhíamos a caneca no tamanho desejado, mergulhávamos a mesma em uma fonte de água bem gelada e, em seguida, éramos servidas de cerveja diretamente dos barris de madeira. Tomamos algumas canecas daquela deliciosa cerveja e beliscamos as deliciosas salsichas alemãs lambuzadas em deliciosas mostardas. Porque estou repetindo a palavra deliciosa?  Porque já bebi demais!!!!
Todas nós voltamos alegrinhas para o hotel. Só a noitada na cervejaria já teria valido à visita a cidade. Adoramos o lugar.

12.09.09               

Ah! A cidade de Mozart!!! Confesso que senti certa emoção ao passar pelas ruas estreitas daquela cidade medieval, cheia de fontes, igrejas, jardins. A cidade tem um clima romântico como à música de Mozart. Reza a lenda que ele era um sujeito de maus modos e meio fedido, mas sua música compensa qualquer deslize.

Salzburg
Visitamos a casa onde ele nasceu. É uma casa amarela de 3 pisos, bem conservada, com objetos, móveis, violinos e um pequeno piano. Em uma sala acontece a projeção de um filme de curta duração contando a trajetória de Mozart. Assisti ao filme, comprei um CD e sai para o mundo dos vivos.

Cemitério jardim
Caminhamos pelas ruelas estreitas com um comércio bem variado. Achei interessante um ornamento fixado sobre as fachadas das lojas indicando o tipo de atividade que aquele comércio exerce. Nas sapatarias o ornamento é um sapato, na relojoaria, um relógio, etc... Lembrei-me de um passeio noturno que fizemos em Praga. Em uma ruazinha que desce do castelo imperial de Praga até a Ponte Carlos, sobre a porta principal de cada casa tem um brasão esculpido identificando a família que reside ali. Como a maioria das pessoas da idade média não sabia ler esse artifício era bastante útil. 
Sobremesa típica
Visitamos a igreja de St Peter e em seguida fomos almoçar no restaurante Stiftskeller St.Peter. Ele fica ao pé do morro e parte dele é escavado na rocha. Lá no alto está o castelo da Salzburg. Restaurante lindinho, comidinha gostosa, precinho salgado. Saindo do restaurante, à direita tem um cemitério ao lado da igreja. É um jardim lindo!!!! Lugar ideal para o sono eterno.

Voltamos a pé para o hotel: a Kátia, Adélia e eu. Ana Dirce foi até a estação de trem atrás de notícias sobre sua bolsa. No caminho paramos em um jardim belíssimo, tiramos algumas fotos e retornamos à caminhada. Andamos muito e por alguns momentos achei que estava perdida. Viro-me bem com os mapas, mas o cansaço não me deixava raciocinar. Acabamos chegando ao hotel sem maiores problemas.
No início da noite voamos para Frankfurt. Chegando ao hotel Moevenpick nos juntamos as outras companheiras de viagem, Kátia Zanon e Danielle.

Descemos para jantar no restaurante do hotel, eu e a Kátia. Queríamos comer uma massa. Pedi um nhoque e Kátia, um espaguete. Recebi quatro bolotas grandes, meio disformes, uma massa escurecida bem diferente do prato que comemos aqui no Brasil. Que diacho é isso !!!! Espero que o gosto seja melhor que a aparência. Que nada, o gosto também não era dos mais agradáveis mas apesar disso comi quase tudo. Fui dormir com o peso daquelas quatro bolotas dentro do estômago.