O Coral do Sindipetro foi inscrito no Festival Nacional de Corais de Conservatória. Então, vamos juntar o útil ao agradável, honrar nosso compromisso com o Sindicato que nos patrocina e curtir essa cidadezinha tão pitoresca.
24.11.2017
Saímos de Macaé às 10h com a turma de Graça. Uma parte dos coralistas vai num ônibus fretado pelo Sindicato no final da tarde. Resolvemos ir mais cedo porque a viagem é longa e queremos aproveitar bem o dia de hoje porque amanhã teremos ensaio e apresentação do Coral. Essas apresentações às vezes são bem demoradas e costumamos prestigiar a apresentação dos outros participantes. Sendo assim, melhor garantir a noite de sexta para curtir as serestas, serenatas, etc.
Além da turma do Coral temos algumas amigas que também estão nessa viagem: Sônia e Célia.
Sônia mora em Joinville, mas todo ano vem passar parte do verão em Macaé, fugindo do calorão arretado que faz em Joinville. Célia mora em Macaé e é uma amiga de longuíssiiiiiima data. Ambas são macaenses como eu e também trabalharam na Petrobras.
Chegamos ao Hotel Vilarejo por volta das 16h. Nem sentimos o tempo passar distraída que estávamos com a conversa entre nós quatro. Cheguei a ficar com dor no pescoço por ficar tanto tempo olhando para o lado esquerdo.
Deixamos as malas no quarto e já partimos para o centro. Trouxe várias roupas de frio, mas desconfio que serão inúteis, só servirão para comprovar que em se tratando de mala de viagem, menos é mais.
Com essa temperatura agradável a caminhada fica mais interessante. Vamos admirando as flores, uns pés de couve lindos, um espantalho, o Túnel que Chora.... Quando surgem as primeiras casas antigas, todas muito bem cuidadas, Sônia não se contém:
- Que maravilha, não imaginava que essa cidade fosse tão bonitinha!!!



Acho que ela pensou que Conservatória estava mais para Carapebus ou Conceição de Macabu do que para Tiradentes, guardadas as devidas proporções.
Passamos pelo Teatro Sonora e vimos que tem show hoje e amanhã. Hoje o show é um mix de outros shows apresentados pelo time da casa. Compramos os ingressos para hoje. Amanhã é “tributo a Elis Regina” que gostaríamos muito de assistir, mas nossa noite estará comprometida com o Encontro de Corais.
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| Teatro Sonora |
O Teatro Sonora é uma casa dedicada a MPB e é também uma escola musical gratuita para a comunidade. O espaço é pequeno, mas confortável. As cadeiras são aquelas que encontrávamos nos cinemas antigos, algumas máquinas de escrever e telefones antigos fazem parte da decoração. Tem um ar meio retrô que combina bem com o clima romântico da cidade.
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| Juliana Maia |
Voz maravilhosa acompanhada de ótimos músicos (sax, violão e percussão), iluminação perfeita e a presença de palco da Juliana, sua simpatia e bom humor, fizeram do show um espetáculo. Enquanto apresentava os músicos, brincava com eles. O rapaz do violão, muito tímido e encabulado quando os olhares se voltavam pra ele, tentava esconder o rosto. Juliana tentava provocá-lo:
- Rapaz, cadê o sorriso pras fotos! Mostra esse bigodinho de ajudante de pedreiro.
Ao final do show, abriram a portas da sala e Juliana saiu pra calçada cantando marchinhas de carnaval. Saímos atrás da cantora, formamos um cordão e fomos cantando junto com ela. A noite terminou em carnaval.
Terminou o show e saímos em direção a Rua do Meio. No caminho passamos por alguns bares, todos com música ao vivo. Aqui é assim, tudo gira em torno da música. Não encontramos nenhuma mesa vazia na praça, o que é uma pena porque aqui ficam os violeiros. Seguimos em frente e paramos num barzinho pequeno para tomar uma cerveja e, para quem ainda estava com fome, um caldinho.
Voltamos a pé pelas ruas já meio vazias naquela hora. Atravessamos o túnel que chora na maior tranquilidade, sem medo de assaltos ou coisa parecida. Como faríamos isso na nossa cidade?




































