28 outubro, 2012

Encontro com colegas do UNIBANCO

                                               
No dia 20.10.2012 nos encontramos.

Casa de Ari
Há tempos vinha pensando em organizar esse encontro mas fui protelando; dá trabalho. O último aconteceu em 2000 e sempre que encontro Ari ele me cobra a promessa que fiz de reunir os antigos colegas do UNIBANCO.

Cheguei cedo, por volta das 10 h, e junto com meu marido e os donos da casa - Ari e Evalcira - começamos a arrumar o lugar para receber nossos antigos colegas de trabalho. Quando o relógio marcou 12 h fiquei atenta aos ruídos que vinham da entrada, curiosa para saber quem chegaria primeiro. Preocupada também com a possibilidade de que poucas pessoas comparecessem. Sei que Ari  gostaria de ver a casa cheia de pessoas e de risos mas é fato que reunir um grupo de pessoas que tem pouca ou nenhuma convivência é muito difícil.

Vilcinéia, Sales, Bebeto, Gelson e Iézi
De repente alguém chega. E quem sai silenciosamente do escuro da sala para o sol do quintal? A nada silenciosa Ângela Sales. Minha querida amiga, que dentre todos os que virão é a que vem de mais longe, foi a primeira a chegar. Nos abraçamos longamente, matando a saudade depois de bastante tempo sem nos vermos.


Gripp, Mauricio e Marcelo
Em seguida chega Iezi o "velho Bastos". O véio continua o mesmo, é só dar corda e ele começa com a sacanagem. O mesmo bom humor de sempre, a mesma lucidez. Só o trabalho no banco tirava ele do sério. Aí era um mau homor só. Agora é só pintura, violão, estudos sobre mandala e tarô e um pouco de paquera - diz ele - acredite se quiser.
As 13 h quase todos já haviam chegado. Edemir "popão", Vilcinéa, Maurício Fróes, Gelson, Eliete, Alberto Perez, Marcelo "merreli", Iara, Alexandre, Sandra, Gripp, Cywal.....
Ari, no microfone, ia anunciando a chegada do ex-colegas do Unibanco, e a cada novo colega que chegava mais alegre ele ficava.

Ari pediu a Angela Sales que fizesse uma prece.

- "Pronto, peguei o microfone e agora não solto mais"- disse Sales. Resumiu em algumas palavras o sentimento que nos une e nos faz estar aqui depois de tantos anos. Falou muito bem, como sempre.
Zilma e Edemir
Rezamos o Pai Nosso e, em seguida, Ari tomou posse do microfone e para não perder a oportunidade, aproveitou para contar algumas piadinhas do seu repertório, que não é pequeno. Páreo duro para ele é Bebeto que também "perde o amigo mas não perde a piada".

Preparei uma pequena apresentação com fotos antigas dessa turma: outros encontros, pescarias, churrascos, etc... Outros tempos, bons tempos!!

A essa altura a fome também havia chegado. Celso já trouxe parte da comida. Dirce trouxe bombocado que junto com a banana assada e sorvete, vai contribuir para aumentar a glicose da turma que exagera na cerveja. Só falta Cátia com o arroz. Cadê a baixinha que não chega?
O churrasco já está rufando, cerveja rolando, cadê o arroz?
Catarina, Cátia e Angela
E eis que surge Catita, sorriso de orelha a orelha, pula no pescoço de Edemir que balança e quase cai. Continua morena de tanto sol, magrinha, sorriso largo. Ela ri com vontade, como Sales e Cândida, não economiza na risada. Sinto falta de Cândida e Nelian que não puderam vir por causa do aniversário das filhas.

A turma da velha guarda ficou completa quando chegaram Toninho, que quando entrei no banco em 1976, era gerente da agência de Quissamã, Edno que foi meu primeiro gerente, e Zilma Fragoso que era caixa como eu. Zilma trouxe a amiga Eliane, macaense da gema, filha de um antigo cliente do nosso banco, seu Petrônio, um senhor simpático que costumava trazer balas para as meninas do caixa, com todo respeito.

Eliete, Cátia, Solange, Bebeto e Ari
Denise parece um furação, ainda mais agitada do que aos vinte poucos anos. Doidinha, doidinha, autêntica e bom caráter como sempre.

Vilson
Sandra também compareceu. Ela passou por maus momentos no UNIBANCO, momentos difíceis para muitos de nós. Vida que segue, ela está muito bem.

Na churrasqueira Vilson - meu ex-colega de banco, depois promovido a meu marido - corria prá dar conta de matar a fome de todos. E a fome não era pouca...

Zilma e Sandra







Ari me chamava de um lado, Vilson do outro e eu não sabia se tomava minha cerveja, conversava com os amigos ou se atendia aos dois. Perdi meu copo inúmeras vezes. Estava mais perdida do que Edno que, desconfio, não sabia exatamente onde estava. Disse que esta é a festa de aniversário de Ary. Coisas da idade.


Depois de tantos anos todos me parecem muito bem apesar dos cabelos, ou a falta deles, e os quilos a mais, ou a menos como é o caso de Denise e Cátia. É claro que mudamos mas na essência provavelmente não mudamos tanto assim.

Vilson, Gripp, Celso e Toninho
Catarina está ótima, nenhuma ruga. Ah! Que raiva....Vilcinéia está conservada no formol, e a "carroceria arrumada" parece que não se abalou com o passar dos anos. Zilma Azeredo também pode mentir sobre a idade, ninguém vai descobrir. Solange parece ainda a mesma menininha. Eliete ainda está podendo. Esqueci de alguém? Todas estão muito bem.

Agora, os homens estão caídos!!! Brincadeirinha.


Gelson, Solange, Pessanha e Mairi
Quase não reconheci Pessanha e Maurício Fróes, ganharam alguns quilinhos, como a maioria de nós. Vieram com as esposas, as duas muito simpáticas. Mairi já é minha velha conhecida e a esposa de Fróes conheci agora.

Gelson aposentou e agora se dedica integramente a outra profissão, a de pastor de uma igreja evangélica, acho que Batista.

Não via Edson há muito tempo, mas ele mudou muito pouco. Lembrei do tempo em que vendia "muamba" lá no banco.


Iézi, Edemir, Edno e Bebeto
Gripp e Bebeto continuam sendo meus colegas de trabalho, na PETROBRAS, assim como Edemir, Eliete e Iara. Gerson também foi meu colega na PETROBRAS, mas por pouco tempo. Logo descobriu que como empresário no ramo de restaurantes tinha muito mais a ganhar. A natureza também foi generosa com ele, continua esguio e com o mesmo andar malandro de tempos atrás.

Numa das vezes em que perdi meu copo, Iezi falou: - "Cuidado para não pegar o copo de Alexandre porque você pode ser ser acometida de Vampirismo". Alexandre tem os dentes caninos bem grandes, um vampirinho do bem.


Mauricio Froes e Cywal
Marcelo andou sumido mas nos últimos anos tenho encontrado com ele no TRE, na apuração das eleições. Esse ano somente a esposa dele trabalhou, ele escapou.

Sabe aquela cara que o Alberto Perez faz, apertando os olhos e encolhendo o nariz? Pois é, foi assim que ele perguntou a Vilson:
Vilson e Alberto Perez
"Minha mulher e minha filha já pegaram a comida mas ninguém serviu a carne prá elas. Você pode dar um jeito nisso".
E Vilson, com a delicadeza (cruzes!!!) que lhe é peculiar, respondeu:
"Eu????? Alberto, tô achando que elas vão comer sem carne".


A turma toda
Final do dia, a noite já tinha chegado e algumas pessoas ainda continuavam por lá: Denise, Sandra e seu marido Paulinho, Vilson e eu. Por volta de 20:30 h, fomos embora.

Ari e Evalcira, obrigado por abrir a porta de sua casa para essa turma. Essa brisa, essa bela paisagem, e ainda tem a criação de tartarugas. Melhor lugar, impossível!!!
 
A turma toda









20 agosto, 2012

TIRADENTES-2012

Estive em Tiradentes no último final de semana, junto com algumas amigas do Coral da Petrobras.

Logo que cheguei ao ponto de encontro para saída do ônibus, encontrei vários conhecidos de longa data: Marta e Sílvio, Sueli e Bicão, Sônia Stutz, Fátima e outros. É um bom grupo, tudo gente boa!
A primeira vez que estive nessa cidade, na década de 70, a cidade não tinha esse glamour. Era apenas uma cidade histórica, com seu casario antigo, nem sempre bem conservado.
Quanta diferença!!! Agora,  uma enxurrada de turistas, muito comércio de artesanato e carros demais prá um lugar tão pequenino.

Chegamos no início da noite e fomos direto para o hotel. Na fachada em letras bem grandes, as iniciais do nome do hotel "HPM" (Hotel Ponta do Morro) fazem-me lembrar do Hospital Municipal de Macaé que também é conhecido pelas mesmas letras iniciais. Uiiii!!! Péssima lembrança.
O hotel fica numa encosta e nosso quarto, meu e de Valdéa, fica na parte mais alta. É preciso subir muitos degraus para chegar até lá. Alguém disse que nos colocaram lá porque somos mais jovens. Que consolo! Nessa altura do campeonato ficamos contentes quando somos consideradas "jovens" mesmo que seja à custa de algum sacrifício.

Mais tarde saímos para uma caminhada pela cidade, começamos a conferir as lojinhas comparar preços, etc...Tem muita coisa interessante aqui mesmo perto do hotel, mas não estou com muita vontade de fazer compras. Encontramos algumas amigas que estão no nosso grupo e resolvemos procurar o restaurante "Atrás da Matriz". Disseram que lá tem bons pratos de bacalhau. Saímos caminhando pelas ruas estreitas, entrando nas lojinhas, tirando muitas fotos, como todo turista que se preza. Subimos a ladeira até a matriz. A noite estava bem fria e lá no alto do morro a rua estava bem deserta. Se estivéssemos em uma grande cidade provavelmente não nos arriscaríamos pela rua escura e vazia. Logo a frente encontramos uma mocinha do lugar que nos informou o local certo do restaurante "fica atrás da matriz". Óbvio!!


O restaurante é bem agradável, numa casa antiga e com iluminação bem suave. Sentamos numa varanda no quintal lateral que, apesar do frio, estava agradável. Notei que ao lado da varanda  tinha alguns aquecedores que poderiam ser colocados ao lado da mesa. Que bom! O frio tá congelando a ponta do meu nariz. 

Como não estávamos famintas nos contentamos com bolinhos de bacalhau, pastéis de angú e uma sopinha. Tomei um vinho tinto bem encorpado, que naquele momento, caiu muito bem. Bebi sozinha pois minhas amigas não bebem álcool . Que pena!!!

Descemos a ladeira deserta. Não me surpreenderia se encontrasse vagando por aquelas ruas, um "inconfidente". Ele não ia destoar da paisagem nessa madrugada fria e escura.

Próximo ao hotel passamos por um restaurante que servia chocolate quente. Não resistimos e entramos. Sentamos no interior do restaurante e tomamos aquele caldo denso e quente. Uma delícia!!!
Como tenho que me privar de doces, quando me permito sair da linha, saboreio esses momentos bem devagar e eles sempre me parecem mais gostosos do que realmente devem ser.

Na manhã seguinte fomos até uma cidadezinha próximo a Tiradentes onde há uma fábrica de objetos de estanho e o artesanato típico é mais barato que em Tiradentes. Comprei bastante coisa: tapetinhos, almofadas, artesanato em metal. Voltei com o saco cheio.


Em seguida fomos até São João del Rey. Faz uns 30 anos que estive aqui e parece que nada mudou. Almoçamos por lá (o local não era dos melhores e a comida muito sem graça). Depois fomos até a matriz que, me parece, é o principal ponto turístico da cidade. Retornamos em seguida a Tiradentes no trenzinho "Maria Fumaça". A paisagem em volta não é das mais bonitas e daí, cochilei boa parte do trajeto. Programa de índio; melhor seria ter ficado em Tiradentes, batendo perna pelas ruas, subindo as ladeiras, admirando o casario.

A noite estava muito fria e estávamos cansadas. Resolvemos jantar em um restaurante em frente ao hotel, do outro lado da praça. Na entrada, sobre uma bancada, vários tipos de sopas. Escolhi a de canjiquinha com costelinha salgada, também conhecida como "Pela ( do verbo pelar) égua". Não me arrependi, estava ótima.

Voltamos para o hotel e dormimos o sono dos anjos. Barriga cheia, friozinho gostoso, travesseiro macio, coberta quentinha. Não precisa mais nada para dormir feliz. Um pouco de sexo também não seria mau, mas....melhor dormir e não pensar nisso agora.

Acordamos por volta das 08 h. O hotel estava mergulhado na neblina. Ficamos na varanda olhando a paisagem branca e flutuante. Descemos a ladeira e fomos para o café. Esse frio dá uma fome!!!! É difícil controlar a gula.

Graça queria passar pelo shopping popular de Itaipava, mas alguns passageiros queriam ir a cidade de Bichinho. Rolou um certo stress e Graça resolveu atender o pedido dos descontentes. Ficamos esperando pela Van que nos levaria ao lugarejo, mas como o transporte custava a chegar decidimos seguir viagem e paramos no tal shopping.




















Já estive nesse lugar antes, quando vim ao casamento da minha sobrinha Paula, em Itaipava. Não tem nada nesse shopping que me interesse nesse momento.

A viagem foi legal, mas não ficamos tempo suficiente, na minha opinião. Já estou com vontade de voltar a Tiradentes.






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01 setembro, 2011

CONSERVATÓRIA-2011

26.08.2011

Passei o final de semana em Conservatória, uma cidade (ou seria um lugarejo?) do Estado do Rio, junto com um grupo de amigas.

No local de saída do nosso ônibus encontrei com um velho conhecido, o Silvio, que eu não via já há algum tempo. Ele é irmão de um grande amigo meu, já falecido. Lembrei da minha adolescência, quando frequentávamos – eu, Silvio e seu irmão Sérgio - a Igreja Batista, onde meus pais eram membros. Bateu-me uma certa melancolia. Melancolia combina com seresta e serenata; então está tudo certo, pois estou indo para a Cidade das Serestas. Já estou no clima.

Ficamos hospedadas no Hotel Vilarejo, o mesmo onde me hospedei anos atrás, e dividi o quarto com Valdéa e Janete. Nós três, mais Graça e Lina que também estão nesse grupo, cantamos em um Coral da Petrobrás, portanto estamos no lugar certo, vai rolar muita cantoria.

Chegamos no hotel por volta das 21 h depois de uma viagem cansativa. Jantamos e partimos para o centro da cidade que, segundo os locais, tem três ruas: uma que sobe, uma que desce e outra que atravessa essas duas. Logo que saímos do hotel um carro parou e ofereceu-nos uma carona. Ficamos indecisas, já não estamos acostumadas com essas delicadezas, mas a mulher que dirigia nos colocou a vontade, falou que é um costume dos moradores oferecerem carona para os visitantes, visto que a cidade não possui táxis. Acho que a hospitalidade também faz parte da imagem que os moradores querem transmitir para os turistas.

Quando chegamos na rua de pedestres o pessoal da serenata já estava cantando e preparando-se para iniciar sua caminhada. O centro estava repleto de turistas e o barulho que as pessoas provocam, mesmo quando tentam manter o silêncio, impedia que a música e as histórias que os seresteiros contavam, chegassem nitidamente até nós. Eles não usam nenhum tipo de amplificador de som pois consideram que isso descaracteriza a seresta.

Quando estive aqui tempos atrás, os seresteiros seguidos por um grupo de turistas, iam caminhando e cantando pelas ruas do centro. Cada casa possui uma plaquinha afixada na fachada com a indicação da música preferida daquele morador. O grupo parava e fazia uma serenata cantando aquela música que estava na placa e também outras músicas do repertório do grupo. Na volta à rua central, sentamos em um restaurante e ficamos ouvindo um grupo que tocou e cantou até a madrugada.
Serenata
Dessa vez, porém, a serenata não fluiu como deveria. Acho que o número de instrumentos e seresteiros não foi suficiente para sobrepor o ruído das vozes dos inúmeros turistas. É assim que quase sempre acontece quando um lugar começa a ficar muito badalado. Se não houver nenhuma ação eficaz, a cidade acaba perdendo ou alterando completamente sua vocação principal.

Conservatória segue resistindo à modernidade. Continua preservando a poesia e as canções antigas que são patrimônio da nossa cultura. Não sei até quando ela vai conseguir manter a tradição sem sucumbir ao apelo quase irresistível que transforma a cultura em puro comércio.


27.08.2011

 
 Logo cedo visitamos uma cachaçaria que faz parte do complexo turístico do hotel e em seguida voltamos ao centro da cidade. 
Ficamos admirando o casario colonial, a maioria em bom estado de conservação. De vez em quando, Janete parava em frente de uma delas e dizia – “Essa me serve. Quando me aposentar quero vir morar aqui.”

Procurei pelo grupo de chorinho que eu vi tocando num bar de uma viela na última vez que estive aqui. Não encontrei. Que pena!!! Eles eram ótimos.
No início da noite um senhor fez uma apresentação para os hóspedes do hotel. Ele já se apresenta ali há 28 anos. Como de praxe, cantou antigas canções e contou a história do surgimento da cidade. Em seguida retornamos ao centro para assistir a serenata. Novamente alguém nos ofereceu uma carona. Dessa vez um senhor com voz de “cabeceira” nos levou até ao centro e no caminho fez vários elogios a cidade. 

Estava fazendo muito frio. Sentamos em um restaurante, numa mesa ao ar livre, tomamos cerveja e papeamos. Rimos muito com Valdéa imitando “Elcinho” um doidinho da cidade de Campos, onde ela nasceu. Valdéa, com seu chapéu Panamá legítimo, estava um "escândalo". Janete ria muito, aquele tipo de sorriso bonito onde aparecem todos os dentes.

O túnel que chora
Por volta de meia-noite, retornamos ao hotel, caminhando pelas ruas vazias em direção ao “túnel que chora”. Segundo reza a lenda, esse túnel estreito e longo com calçamento em pedra moleque, foi escavado na pedra pelos escravos. Quando cruzamos com algum carro, nos posicionamos próximos à parede para evitar qualquer acidente. Em outra cidade eu não passaria por esse lugar escuro e deserto de jeito nenhum!!! Mas aqui tudo parece em paz e a violência das cidades grandes é algo distante. Pelo menos é o que parece.

Mais tarde, na cama, eu tentava dormir enquanto Janete e Valdéa conversavam. De olhos fechados, fiquei ouvindo as histórias de infância, as dores de um casamento desfeito, etc...

Pensei: - “Como eu sou antiquada. Casada com o mesmo homem há mais de 30 anos. Que horror!!!”

Pensando bem e avaliando o que elas passaram, acho que é melhor assim. Melhor, é claro, porque não tenho grandes problemas no casamento. Apenas aqueles triviais, que é possível suportar.


28.08.2011

As  Namoradeiras
Acordei mais tarde hoje. Valéria e Janete foram a Missa dos Seresteiros. Na volta disseram que a missa é bem legal. Em determinado momento do culto, os seresteiros entram na igreja cantando o repertório tradicional das serestas. Parece-me que todos os presentes cantam com eles. Deve ser uma missa diferente.

Ronaldinho do Cavaco
Passei a manhã no hotel. Tomei o meu café tranquilamente , depois me esparramei em uma cadeira e fiquei ali, tomando sol, lagarteando. Atualmente, principalmente quando viajo, sinto necessidade de algum momento assim, sem compromisso ou hora marcada.

Quando minhas parceiras chegaram da missa fomos até o salão assistir uma apresentação de chorinho de Ronaldinho do Cavaquinho (olha ele aí ao lado). O cara dá um show no cavaco!! E é comediante também, cheio de graça.

Depois do almoço retornamos a Macaé.

08 julho, 2011

MILÃO, SIRMIONE E VERONA

PLANEJAMENTO

Aeroporto de Milão

Vamos viajar para a Itália em maio. Seremos 6 pessoas nesse passeio pela região da Toscana. A etapa de planejamento dessa vez está sendo mais trabalhosa pois não compramos nenhum pacote turístico; vamos alugar um carro em Milão, percorrer a Toscana e seguir para Roma. A Fátima está cuidando da maior parte dos detalhes, como por exemplo: reserva dos hotéis, aluguel do carro, pesquisa sobre os melhores passeios, etc...Como estou mais distante fisicamente (elas no Rio e eu em Macaé) participo menos dessa etapa. Na verdade,  acho que não é a distância que me atrapalha, mas sim uma certa "lerdeza", que está se acentuando com a idade.

Quase todos os dias recebo email com atualizações sobre o planejamento e já começo a me sentir "na estrada". Alugamos uma casa em um vinhedo próximo a Siena, região dos vinhos Chianti. Fecho os olhos e me vejo sentada em uma espreguiçadeira, a paisagem dos vinhedos à frente e o sol morno esquentando meu corpo. Para completar o cenário, um belo garçom italiano servindo-me um copo de vinho branco. Ôh vidinha mais ou menos!!!


É minha segunda viagem à Itália. Vou conhecer algumas cidades e rever outras. Pela primeira vez vou viajar de carro durante todo o tempo. Acho que deve ser bem legal, embora tenha que abdicar de alguns confortos que um pacote turístico oferece. Acho que a liberdade de fazer os próprios horários e mudar roteiro quando desejar, deve compensar essas perdas.

Tomara que o grupo se entenda bem, afinal são seis mulheres, muita mala e muitas comprinhas pelo caminho.

ITÁLIA

MILÃO

25.05.2011

Catedral de Milão
Pouco depois de chegar ao aeroporto do Galeão encontrei o restante do grupo. Todas animadíssimas. Conheci a Fátima e Jussara e percebo que a imagem que fiz da Fátima corresponde a Jussara, e vice-versa. O “bonde das tigronas”, apelido que a Fátima nos deu, rima com “antigonas”. Prefiro “tigrezas” que rima com “safadeza”. Mas, olhando bem, tigronas é mais adequado.

Saímos do Rio no final da tarde e certamente terei uma noite de insônia pela frente.

26.05.2011

Tivemos uma conexão no aeroporto de Madri. Já havia esquecido como é bonito e bem organizado o aeroporto Barradas. Fico pensando em nossos aeroportos chinfrins. Desconfio que a Copa do Mundo no Brasil, será um fiasco, a começar pelos aeroportos.

Chegamos em Milão no início da tarde. O nosso hotel é bem localizado e confortável. Resolvemos ir caminhando até a Catedral de Milão. Logo na saída percebemos que as cercanias do hotel eram uma verdadeira cilada (lojinhas por todo lado). O caminho até a catedral era longo e fomos parando nas lojas. Quando chegamos ao destino já estávamos com fome e cansadas.

Fomos jantar num restaurante que era indicação de um amigo da Fátima. A vista em volta do restaurante, que fica em um terraço no 7º ou 8º e ao lado da catedral de Milão, é bem bonita. A comida foi razoável, o preço nem tanto. Na hora de pagar a conta aconteceu um problema. O garçom que estava nos atendendo era aprendiz e se atrapalhou com o cartão da Kátia. O garçom dizia que o débito não havia sido efetuado e Kátia repetia “que se passa....que se passa? ”e não entregava o cartão para uma nova tentativa. Depois de muita conversa com o gerente do restaurante, finalmente o problema foi resolvido. Desconfio que o garçom perdeu o emprego.

27.05.2011


Saímos cedo em direção ao centro da cidade e no caminho passamos na igreja Santa Maria Delle Grazie. Fizemos uma tentativa de conseguir ingressos para ver o quadro "A Última Ceia" de Leonardo Da Vince. Foi em vão. É preciso reservar com muita antecedência e pela segunda vez venho a Milão e esqueço de fazer essa reserva. Mais um motivo para voltar.

Voltamos à área central de Milão, agora para apreciar com calma a Catedral e a Galeria Vittorio Emanuele. No caminho paramos em uma loja para Andréa comprar presente para os sobrinhos. Que loja!!! Vários andares, música alta e uma penumbra na medida certa. Parece uma disco!!! Eu ainda não conhecia a Abercrombie & Fitch. Parece que no mundo todo o padrão é o mesmo. Recepcionistas masculinos escolhidos a dedo, cada um mais sarado que o outro. Tinha um negão sem camisa tirando fotos com a mulherada. Kátia não resistiu e tirou foto com o moçoilo. Achei o visual mais interessante que os produtos vendidos.

Enfim chegamos à galeria. Já estive antes aqui - nada será como antes do jeito que a gente ... - mas ainda assim o prazer de admirar essas construções tão ricas em detalhes ainda é motivo de prazer. Acho que já comentei, mas volto a repetir – que terra de homens bonitos!!!! Acho que quando inventaram o termo “deus grego” para designar um homem bonito, estavam na verdade falando dos italianos e não dos gregos.
Nossa Van - apelido "David"
Andréa e Fátima chegaram com o nosso carro de aluguel. Levamos um susto com o tamanho da Van. Deus do céu!!! Será que vamos nos sair bem com um carro desse tamanho? Eu pessoalmente não teria coragem de me aventurar pelas estradas de um país estrangeiro dirigindo um carro, muito menos uma Van. Por sorte minhas companheiras são aventureiras e algumas já têm experiência nessa área.

SIRMIONE

Partirmos para Sirmione debaixo de chuva, muita chuva. Depois de alguns quilômetros resolvemos fazer uma parada e esperar a tempestade diminuir. Vários carros estavam fazendo o mesmo. Chegamos em Sirmione por volta das 20 horas. Logo de cara gostamos da cidade. Parece uma cidade de veraneio, provavelmente cheia de casas de italianos ricos. Ela fica em um promontório que avança pelo lago de Garda, que me parece, é o maior lago da Itália. A paisagem é maravilhosa!

Restaurante Il Cascinale
Já era tarde para jantar. Aqui na Itália os restaurantes fecham cedo e por pouco não ficamos sem o jantar. O hotel nos indicou o IL Cascinale, ligou para o restaurante e fez uma reserva. Chegamos lá embaixo de chuva. O restaurante estava praticamente vazio. O garçom, parecido com “mister Bean” foi educado e esperou pacientemente pela escolha dos pratos. Pedimos os pratos, escolhemos o vinho e ficamos aguardando sem muita expectativa. Que ótima surpresa!! A comida estava deliciosa e farta, o vinho excelente e o preço melhor ainda. Começamos bem nosso tour. Demos uma boa gorjeta para o garçom e partimos. “Mister Bean” ficou acenando da porta. Acho que ele não esperava por aquele dinheirinho no final de uma noite chuvosa.


28.05.2011                            

    

Acordei um ano mais velha. Hoje faço 55 anos. Espero que o dia seja legal, afinal chegar aos 55 sem ter passado por grandes problemas é motivo suficiente para comemorar.
Eu e a Fátima pegamos uma bicicleta que o hotel disponibiliza para os hóspedes. Fomos pedalando pela margem do lago, que delícia!!! Estava um dia lindo, cheio de sol, mas não muito quente, ideal para pedalar.

Chegamos até a muralha que cerca o centro histórico. Do lado direito um castelo debruçado sobre o lago. Deve ter uma vista linda lá do alto, mas não me animei a subir. Melhor economizar minha energia para subir as inúmeras ruazinhas que sobem pela colina do centro histórico.


Uma graça de lugar! Lembrou-me Taormina, na Sicília. Restaurantes com mesas sob as árvores, vista para o lago, muito verde e muitas flores. Tudo isso é um convite, quase irresistível, para comer e beber sem pressa e sem culpa.

Gelatos
Subimos e descemos pelas ruelas, admirando as sacadas floridas e as vitrines das lojinhas. E a visão dos gelatos (sorvetes) ? Impossível sair daqui com o mesmo peso. Passamos pela casa que foi da cantora lírica Maria Callas. Ela realmente tinha bom gosto, o local é maravilhoso.

Chegamos até as Termas de Sirmione. Pensamos, a Fátima e eu, em comemorarmos meu aniversário aqui. Mais tarde resolveremos. Encontramos o restante do grupo e fomos dar um passeio de barco pelo lago. O sol já estava bem quente e a proximidade da água refletia a claridade do céu. Do lago podíamos ver, à distância, os Alpes italianos.

VERONA

29.05.2011      

À tarde fomos até a cidade de Verona, onde nasceu meu avô Pietro. Próxima a entrada da cidade passamos por uma “ótica Adami”. Será que é algum parente? Não vim aqui com a finalidade de procurar pela família do meu pai, mas seria interessante encontrar alguém da minha família.

Verona

Estátua de Giulieta
A cidade é maior do que imaginei. Hoje à noite vai acontecer um grande show na arena e a cidade está lotada, principalmente de jovens. A arena lembra muito o coliseu de Roma, um pouco menor talvez. Caminhamos rua acima a procura do principal ponto turístico de Verona, a Casa de Julieta (Giulieta em italiano). Tudo fake mas ainda assim atrai a turistada. Parece-me que algumas pessoas pensam que a história escrita por Shakespeare é verdadeira e visitam a casa como se Julieta lá tivesse morado.
Almoçamos em um restaurante ao ar livre na grande praça central e em seguida continuamos nossa caminhada pela cidade até chegarmos ao rio Adige. Nunca vi um rio tão caudaloso, acho que se alguém cair ali dentro dificilmente sobreviverá. Na outra margem, uma colina com um castelo. A vista da cidade lá de cima deve ser bem bonita. Não vi prédios nessa cidade. Acho isso ótiiiiiimo!!!!
Chegamos em Sirmione no final da tarde e resolvemos partir direto para o jantar. Eu estou cansada, não consegui dormir na noite anterior, e como sou a aniversariante do dia pude optar pela ida direto para o restaurante, sem passar no hotel para tomar banho, mudar de roupa, etc... Kátia não gostou muito e ficou com aquela cara amuada, balançando a cabeça para um lado e para outro, tão característico dela quando tem algum desejo contrariado. Mas a birra durou pouco e logo em seguida já estava curtindo a beleza do restaurante que ela mesma havia indicado.

La Speranzina
A vista do lago assim no início da noite é ainda mais bonita. As luzes em volta do lago produzem um reflexo dourado na água e as velas sobre as mesas contribuem para o clima romântico. O restaurante La Speranzina que já recebeu uma indicação do Guia Michelin, é realmente muito bonito. Acho que o jantar vai ser excelente.


La Speranzina

Que engano!!! Os pratos foram  muito bem apresentados, mas o serviço foi muito demorado e o preço salgado.
Saímos um tanto decepcionadas, mas o lugar é lindo e merece uma segunda chance.


Sirmione

Sirmione

Recomendações: La Speranzina - Via Dante, 16 - (030) 9906292
Recomendações: Restaurante Il Cascinale