07 janeiro, 2016

CRUZEIRO DE ANO NOVO - 2015


27.12.2015

No início do ano, conversando com algumas amigas que gostam de viajar, decidimos fazer um cruzeiro no Reveillon que permitisse assistir à queima de fogos na praia de Copacabana. Todas toparam e formamos um grupo.

Rosani, Valdea, Marcia e Graça, são minhas velhas conhecidas. Acho que elas não gostariam desse “velhas”, então substituo por “amigas de longa data”. Dayse é amiga mais recente, mas já parece “velha amiga”. Maria Luiza é neta de Graça e adolescente, 16 anos, o que é bom para dar um equilíbrio ao grupo. Uma dose extra de juventude pode ser muito interessante. O oitavo integrante, é também o mais imprevisível. O mais velho do grupo (esse é velho mesmo) é mal humorado por natureza, avesso a novidades, impaciente, não gosta de viagens, ranzinza. Porém, tem algumas qualidades e dentre elas está o fato de ter acertado na escolha da esposa. Nesse caso, eu.😂😂

Como somos um grupo de oito pessoas resolvemos alugar uma Van que nos levasse direto ao Porto do Rio de Janeiro.
A viagem até o Rio foi tranquila exceto por um acidente que envolveu três carros e que teve pelo menos um óbito. Essa é a rotina nas nossas estradas, infelizmente. Não costumo olhar quando acho que há vítimas, mas inadvertidamente olhei para um dos carros e vi que havia uma pessoa morta no interior do veículo. Foi uma imagem rápida visto que nosso carro não parou.  Mas para Dayse o tempo foi suficiente:

- Gente! Um homem jovem, de camiseta de malha verde claro está morto!

 Cruzes! Como deu tempo pra ver tudo isso: sexo, cor da camisa, tecido da camisa e que estava morto. A causa mortis é previsivel. Ela é atenta aos detalhes, vixe!

Tivemos um pouco de dificuldade na chegada ao porto, o trânsito estava meio caótico naquela área e as obras que ainda não terminaram sacrificam os turistas que tem que arrastar malas no meio da poeira.

O MSC Lírica ou Larica, como Márcia carinhosamente apelidou o navio, é bem menor que os outros navios em que eu já viajei, todos da MSC. O Precioza e o Harmonia são navios bem melhores que esse, mas o Lírica era o único dessa Companhia que o porto de embarque seria no Rio. Tudo bem, vamos aproveitar ao máximo o que nos for oferecido.

À noite eu e Vilson fomos assistir ao primeiro show da viagem. Nossas companheiras resolveram ir ao show depois do jantar. Achei meio arriscado esse último horário porque nosso turno de jantar começa às 22:00 h e o show inicia às 22:45 h.

O espetáculo foi certamente inspirado nos musicais da Broadway. Músicas do grupo ABBA que fazem parte do musical “Mamma Mia” e outras do “Fantasma da Ópera”. Os cantores, uma moça e um rapaz, são muito bons. O rapaz parece um cantor lírico com uma voz de barítono, acho eu.

28.12.2015

Vilson está se comportando bem, ainda não colocou defeito em nada. Vamos ver como se comporta no teste da piscina.
Fomos para o restaurante tomar o café da manhã já com roupa de banho. Enquanto tomávamos o café reparei numa senhora que estava sentada próxima a nós. A saída de praia ficou presa no braço da cadeira o que deixou a perna descoberta e parte do biquíni ou maiô também ficaram à mostra.

Pensei em ir avisá-la, mas qual o problema em mostrar uma perna flácida cheia de varizes? Ora bolas, nós também podemos! Deixei pra lá.
Devia ter avisado. Quando ela levantou a roupa ficou agarrada no braço da cadeira e ela quase ficou pelada. Vilson brincou:

- Coitada, parece uma traíra presa na rede!

Chegando à piscina enfrentamos a primeira dificuldade, todas as mesas e cadeiras já estavam ocupadas. Graça, Luisa e Valdea estavam tomando sol e Rosani, Marcia e Dayse conseguiram uma mesa num cantinho próximo ao bar. Demorou um pouquinho, mas conseguimos duas cadeiras. A música estava muito alta e imaginei que Vilson não aguentaria ficar ali, mas ele resistiu bravamente. Quando o pessoal parou de dançar e começaram as competições, notei que ele ficou atento e percebi que estava gostando de acompanhar as brincadeiras. Ufa, que alívio!!! Aguentar mau humor na minha viagem eu não mereço.

Pensamos em almoçar no Buffet Restaurante que fica no mesmo andar da piscina, mas decidimos descer ao quinto andar e almoçar no restaurante. Achei que não nos deixariam entrar com roupa de banho embora eu estivesse com a roupa seca. Parece que nesse navio não são muito exigentes porque todo mundo entra e eles não fazem uma verificação mais rigorosa. Não acho legal, porque as cadeiras são de tecido e certamente muita gente vem com a roupa molhada de água salgada. Bom senso nem todos têm.

Após o almoço fomos para o quarto descansar. Dormi muiiito! O sono dos justos.

No jantar eu Vilson ficamos separados das nossas amigas, numa mesa um pouco mais distante. Quando chegamos à nossa mesa já encontramos nossos companheiros de jantar. Um casal simpático, interessante. O homem aparenta ter mais de setenta anos e a mulher é bem mais jovem. Bonita, loura e rabuda. Ou pra ser politicamente correta, quadril largo e nádegas grandes.

Durante o jantar não prestei muita atenção ao que conversavam, mas Vilson ficou atento (tipo Dayse). Depois ele falou no meu ouvido:

- Essa mulher é mercadoria sem nota.

Isso significa, na linguagem dos motoristas de caminhão que trabalham com ele, que ela era amante daquele homem.

Percebi que o homem procurava passar pra ela uma imagem de grande entendedor de vinhos. Eu não sou expert no assunto, mas logo vi que ele não entendia era nada.
Ele fez logo questão de informar que tomara uma garrafa no almoço e agora tomava outra no jantar. Eu olhei rapidamente a carta de vinho e a garrafa mais barata que vi custa quarenta dólares. Preferimos tomar uma taça, são sete dias de viagem e uma garrafa em cada jantar com o dólar nesse preço, vai pesar no bolso. Trouxe na mala umas garrafinhas de uísque que comprei na destilaria do Chivas Regal na Escócia. Passou facilmente pelo check-in do navio, talvez por estar misturado as embalagens de xampu, hidratante, etc.

Enfim, ou o coroa tem muito dinheiro ou tá querendo impressionar a loura. Para segurar uma loura dessas um velho babão tem que tirar o escorpião do bolso.

29.12.2015       SALVADOR

Farol da Barra
O navio tem balançado bastante, tornando vez por outra o nosso andar cambaleante. Tudo bem, não chega a amedrontar e é divertido. Brinco com Vilson:

- Você que bebe e eu que fico tonta!

E Vilson mexe com Rosani, que cambaleia na caminhada para o restaurante:

- Rosani, não sabia que você bebia tanto!

Alguém alerta Graça quando ela vai ao banheiro:

- Cuidado com o balanço, o vaso sanitário está sujo.
- Não tem problema, vou entrar de ré e sair de frente, nem vou ver a sujeira.

Na hora de dormir o balanço ajuda a ninar. 

Chegamos a Salvador no início da tarde. O dia estava quente, mas um ventinho agradável amenizava o calor. Ainda bem! Com o passar do tempo minha tolerância para o calor diminuiu ou então foi a temperatura que aumentou muito nos últimos anos.

A maioria de nós já conhece a cidade, menos Vilson e Luisa. Rosani morou aqui alguns meses e no trajeto fica procurando pelos lugares conhecidos. Optamos por fazer um roteiro curto pelos principais pontos turísticos da cidade. Começamos pelo Farol da Barra, tiramos  algumas fotos, admiramos o mar da praia da Barra, comemos cocada e partimos. Quando estava a caminho da Van vi um baiano típico tentando vender algo para Rosani e Graça.

- A senhora é muito parecida com a Ivete Zangalo – ele falou pra Rosani.

- E eu, também pareço com a Ivete?– perguntou Graça

- Não. A senhora não parece, a senhora é a própria Ivete!

 Eita!! Cabra enrolador! Sinto uma atração por essa cidade, pelo sotaque do povo, seu jeito malemolente, sua alegria. Pena estar situada tão longe da minha cidade. Continuamos em direção a Igreja do Bonfim e sua famosa escadaria de quatro degraus. As companheiras compraram as tradicionais fitinhas e visitaram a igreja. Próxima parada: Pelourinho.

Descemos na praça próxima da Biblioteca da Faculdade de Medicina da Bahia e descemos até o Largo do Pelourinho. Sentamos em frente a Fundação Casa de Jorge Amado e ficamos admirando o movimento. Logo se aproximou uma baiana toda paramentada e se ofereceu para uma foto.

- Vamos tirar uma foto com a baiana minha gente. E falou pra Valdéa – Me dá aí dez reais que eu lhe volto cinco.

Vilson também se aproximou para tirar uma foto e lá se foram mais cinco reais pra sacola da baiana.

Subimos a ladeira retornando pra Van. No caminho encontramos com um bloco de carnaval com algumas pessoas fantasiadas e uns vestindo roupa do Bloco Filhos de Gandi. O batuque atrai e a vontade é de seguir atrás do Bloco. Pena que não dá tempo. No tempinho que sobrou fomos ao Mercado Modelo. Depois de comprar algumas lembrancinhas e mais cocada e castanha de caju, eu e Vilson encerramos o passeio tomando uma cerveja hiper gelada no Restaurante Maria de São Pedro no segundo piso do Mercado Modelo. Aqui o ventinho deixa essa tarde ainda mais gostosa.


Voltamos ao navio. Agora é descansar um pouquinho, depois teatro, depois jantar.

Hoje eu soube que Rosani aprontou com o garçom no jantar de ontem. Ele estava paparicando os hóspedes de duas mesas ao lado da delas, talvez porque estavam tomando champanhe e vinho. Enfim, gastando mais dólares. O garçom fez pouco caso da reclamação e então ela chamou o maitre. Essa é a nossa Rosani, a Juíza. Adora uma encrenca. Valdea disse que vai chamá-la quando tiver que ir a Ampla resolver algum problema.

O jantar é sempre um momento de prazer, pelo menos para mim. O ambiente é mais calmo, o serviço é melhor, existe sempre um pouco de curiosidade pelo que virá no cardápio daquela noite, etc. Gosto também de observar as pessoas que estão nas mesas mais próximas. Não é um interesse pela vida alheia, de  jeito algum. Sinto um certo deleite em imaginar quem são essas pessoas, o que estão fazendo aqui. Um casal de meia idade parece estar comemorando alguma data, talvez bodas de prata.  Uma senhora idosa com a filha me faz supor que a jovem tenha pago o cruzeiro para a mãe como um presente de Natal. Um casal vestido de forma bem modesta, talvez tenha economizado por muito tempo para realizar o sonho de férias em um cruzeiro. Esse é meu lado voyeur.

Nesse momento de observação notei que quatro homens sentados na mesa ao lado deveriam ser gays, talvez dois casais. Um deles cumprimentou Vilson quando sentou à mesa. Comentei com Vilson que eu achava se tratar de dois casais.

- Que nada, aquele gordinho ali tem jeito de homem!
- Olha o tênis dele.

Era um tênis exuberante, coral florescente.

- Eh, pensando bem, tem que ser muito bichona pra usar um troço desse – concluiu Vilson.

30.12.2015

Navegação o dia inteiro, mas agora o mar está calmo. Mar de Almirante.

Vilson até agora não se animou a entrar na piscina. Água pra ele só no copo e no chuveiro.

Passamos a manhã na piscina aproveitando a água do mar do Nordeste, bem quentinha, uma delícia. Amanhã já estaremos no Estado do Rio e aí a água será gelada.

Encontrei com um amigo e colega de trabalho na Petrobras, Olivar e a esposa Conceição. Há tempos não o via e foi ótimo matar a saudade. Depois encontrei outro colega de trabalho, o André. Aliás, vários conhecidos de Macaé estão aqui.

Durante o almoço Márcia nos falou sobre um final de semana que passou no Rio hospedada no Copacabana Palace. Rosani gostou do programa e eu também. Vamos combinar com as demais companheiras e em 2016 vamos conhecer o Copa por dentro.

Antes do show desta noite o comandante Ferdinando Ponti compareceu ao teatro e apresentou sua equipe de Oficiais, como é de praxe nesses navios. Vilson perguntou:

- Se o comandante e todos os seus oficiais estão aqui, quem é que tá dirigindo esse barco? Fiquei preocupado.

Os shows que acontecem todas as noites no teatro têm sido bons, mas o de hoje foi excelente. Só música italiana, algumas bem antigas como Il Mondo e outras que ouvi muito na minha infância. Na minha casa se ouvia muita música esse tipo de música, já que somos de família italiana e também porque na década de sessenta essa música era moda por aqui. Ao final do show os cantores foram aplaudidos de pé.

Sempre que retornamos do jantar, antes de entrarmos no quarto, damos uma paradinha numa grande varanda que fica na popa do navio, bem próximo da nossa cabine. Vilson vai fumar seu cachimbo e eu fico olhando o mar. Um rastro de espuma branca vai se formando por onde passa a hélice de propulsão do navio. Parece uma estrada envolta na noite escura. Não sinto medo do mar durante o dia, mas a noite ele me parece tenebroso.  

31.12.2015

Último dia do ano de 2015, esse ano que parece não querer acabar. A situação do nosso país piora a cada dia e nada do ano terminar pra ver se estanca essa maré de azar. Lembrei-me daquele poema de Carlos Drumond de Andrade que fala na ideia de cortar o tempo em pedaços que chamamos de ano. É uma boa ideia mesmo, nos traz a ilusão de que no novo ano tudo vai melhorar.

Chegamos a Cabo Frio pela manhã e parte do nosso grupo desceu a terra para comprar biquíni. Fiquei para aproveitar a piscina que vai estar menos concorrida. Sentamos no nosso cantinho predileto e aproveitamos para dançar, fazer alongamento, etc. Rosani gosta de participar das competições e nós ficamos na torcida.

Vilson enfim criou coragem de dar um mergulho. A água está gelada, mas o sofrimento é curto, logo acostumamos com a temperatura.

Por volta das 18:30 h o navio chegou próximo a praia de Copacabana e se posicionou. Subi para o convés para verificar se seria possível ver a queima de fogos da varanda perto da nossa cabine. Acho que vai dar. Contei dez transatlânticos em volta do nosso, mas pode ser que chegue mais algum. Acredito que a Marinha deve definir a posição de cada um, caso contrário ia ser uma briga pelo melhor lugar.

O sol se pondo atrás dos morros, as luzes da cidade, o brilho refletindo na água do mar; tudo isso junto forma uma paisagem imbatível. O Rio de Janeiro continua lindo... apesar dos bandidos e dos governantes, também bandidos.

Depois do show e do jantar, nos juntamos na varanda, sentamos nas espreguiçadeiras e ficamos aguardando tranquilamente a virada do ano. Algumas pessoas também optaram pela varanda. Lá em cima, no convés, cada espaço deve estar sendo muito disputado.

Quando começou a contagem regressiva preparamos nossas câmeras, ou melhor, nossos celulares, para registrarmos esse momento único para todos nós. É a primeira vez que assistimos a queima de fogos de Copacabana e de um ângulo privilegiado. São dezesseis minutos de olhos fixos no céu. É lindo, emocionante.

Pronto, chegou o momento que nos levou a fazer essa viagem. Valeu a pena. 

                                             


FELIZ 2016!!!!

Subimos para o convés porque a festa vai começar. Arrumamos algumas cadeiras porque nessa turma ninguém tem gás para pular a noite inteira. Dança um pouquinho, senta, dança mais um pouquinho, bebe um pouco, dança novamente. Enquanto isso a turma mais jovem se joga na balada. Já fui boa nisso....mas como diz a mãe de Rosani “bom,bom, não tá não, mas tá bom assim mesmo”.

Agora, bom mesmo foi ver Dayse fazendo a coreografia da música de Anita “show das Poderosas". Fica louca-aaa (e girava o dedinho perto do ouvido).

Por volta das 02:00 horas fomos dormir e Graça ficou de plantão tomando conta da neta.

01.01.2016        UBATUBA
Ubatuba
Por volta de 10:00 chegamos em Ubatuba. A paisagem me faz lembrar Angra dos Reis. Vendo daqui a cidade me parece bem pequena. Achei que fosse maior tipo Cabo Frio, mas não vejo nenhum prédio mais alto. Deve ser mais parecida com Búzios.

Logo que chegamos ao píer fui notando a diferença. No balcão de informações turísticas, só uma moça e totalmente despreparada. Não havia um táxi sequer. Perguntei a moça sobre uma Van já que éramos oito pessoas. Ela disse que Van era impossível, só se já tivesse sido agendado com antecedência. Eu, Vilson, Márcia e Valdea resolvemos ir a pé até a praia do Tenório que, segundo ela, fica a 800m do píer. Rosani, Graça, Dayse e Luisa ficaram esperando por um táxi. Graça está sentido dor na perna e desde ontem está com piriri.

Não encontramos uma placa sequer que indicasse a direção da praia, tivemos que ir perguntando aos transeuntes até chegar lá. Os 800m me pareceram 2 km tamanho o calor, a poeira, as calçadas quebradas, etc. Quando chegamos de cara percebi que teríamos problema. Nenhuma estrutura, mínima que fosse, para atender o turista. Não havia um bar, apenas ambulantes e um pequeno boteco. A areia estava apinhada de gente e não víamos uma mesa sequer desocupada. Perguntei a um rapaz que aluga cadeiras se havia alguma disponível e ele disse que não.

Voltar para o píer sem dar um mergulho para se refrescar? Impossível. Márcia sugeriu que procurássemos uma sombra perto das pedras, estendêssemos as cangas para descansarmos um pouco e então voltarmos ao navio.

Mais à frente avistei uma mesa vazia com a barraca fechada apoiada em cima dela. Aproximei-me e sentei, cheguei a duvidar que a mesa não tivesse dono. Pedi mais uma cadeira emprestada a um grupo que estava próximo. Que alívio! Valdea ligou para Rosani e informou nossa localização. Elas estão vindo a pé porque esperaram por um táxi mais de trinta minutos e nada apareceu. Deus do céu, estou imaginando como chegarão até aqui.

Fomos para água tirar aquela urucubaca e para lavar tudo de ruim que restou de 2015. Essa é a crença. A água estava delicioooooosa! Márcia, Valdea e eu ficamos de molho saboreando aquele momento de relax depois de todo sacrifício para chegar até aqui. Vilson, avesso a banho, ficou na areia tomando conta das bolsas. Ainda bem que ele não tem medo do chuveiro.

Logo que saímos da água chegaram nossas companheiras. Furiosas é o mínimo que posso dizer sobre o estado de ânimo delas. Já chegaram querendo voltar. Deram um mergulho e partiram. Rosani perguntou a um cara se queria ganhar um trocado para levá-las ao píer. Ele topou.

Nós ficamos um pouco mais, tomamos uma cerveja e água de coco e entramos novamente naquele mar delicioso. Dessa vez Vilson se animou e acho que ficou surpreendido com a temperatura da água.

De repente não mais que de repente, caiu um pé d'água. Pegamos o caminho de volta, embaixo de chuva. Vilson foi caminhando até o pier todo enrolado na minha canga de oncinha, parecia uma muçulmana arrependida. Estava hilário.

Faz tanto tempo que não ando na chuva. Quando isso acontece lembro-me do tempo de criança quando soltava barquinhos de papel na enxurrada. Eu, Márcia e Valdéa viemos conversando sobre esse dia tão tumultuado e concluímos que nós só lembraremos a parte boa: o mergulho na água morna e pisar nas poças de chuva. Coisas de quem não faz drama e procura aproveitar tudo de bom que a vida oferece. Márcia sabe fazer isso muitíssimo bem.

Nesse último jantar, eu e Vilson sentamos com o grupo porque Graça e Maria Luisa resolveram não jantar. Graça ainda não se recuperou totalmente.
Logo notei a delicadeza do garçom com minhas amigas. Colocou o guardanapo no colo de cada uma delas, jogou beijinho, cheio de amor pra dar. A bronca de Rosani deu resultado.
O cardápio do restaurante não era muito extenso, trazia três ou quatro opções para Entrada, Prato Principal e Sobremesa, em três idiomas, em páginas separadas: Espanhol, Português e Inglês, nessa ordem. Daisy, escolheu o cardápio em espanhol, talvez por ser o primeiro, e ficou perguntando ao garçon o que significava determinados nomes e se tinha esse ou aquele ingrediente, e por aí vai. É claro que demorou mais a ser atendida.

- Ainda bem que são poucas opções pra escolher, hein Daisy? Se fosse maior seu prato só ía chegar quando o barco atracasse lá no porto do Rio - Falou Vilson.

- Fica quieto, Vilson! - eu falei rápido. Já começou a botar as manguinhas de fora, pensei com meus botões, ainda bem que falta pouco tempo pra terminar o passeio

Jantamos muito bem e fomos dormir felizes e saciadas.

02.01.2016

Abri a cortina da minha janela por volta de 06:00 h. Estávamos chegando ao Rio. Novamente me encantei com aquele visual do mar, a cidade, os morros ao fundo e a luminosidade do dia que começa.

Lembrei da música de Guilherme Arantes que homenageia o Rio de Janeiro.

''Coisas do Brasil, Coisas do amor, 
  Luzes da cidade acendendo, O fogo das paixões
  Num bar à beira-mar, No verde-azul do Rio"

Dentro de algumas horas pisaremos em terra firme.


CONSIDERAÇÕES:

É sempre bom viajar com um grupo coeso. Não se perde tempo com atritos desnecessários. Já estamos acostumadas a viajar juntas e é sempre prazeroso e divertido.

Assistir a queima de fogos, objetivo principal da nossa viagem, foi genial. Não teria coragem de assistir da areia, não gosto de multidão.

Só tem uma coisa que deixei de fazer e não me perdoo. Não me lembrei de tirar uma foto de Vilson todo molhado de chuva, enrolado na canga de oncinha. Parecia uma bichinha velha, magricela e encolhida. Eu poderia chantageá-lo e seria muito divertido. Arreee, eu bobeei!!!

28 outubro, 2015

POÇOS DE CALDAS - MG


Meses atrás Graça e Valdéa me convidaram para ir a em encontro da “Feliz Idade” em Poços de Caldas. 

Recusei. Não me vejo participando de bailes da terceira idade, onde boa parte das pessoas andam arrastando os pés pesados, meio desequilibrados. Ou então dançando ao som de músicas mais atuais, tentando acompanhar as coreografias como se jovens fossem, numa alegria meio senil.

Oh céus!!! Como é difícil envelhecer. Já estou mais pra lá do que pra cá, mas ainda resistindo em entrar para o grupo dos “idosos”.

Agora, depois que soube que Rolando Boldrim fará um show no evento decidi: vou ao encontro da Feliz Idade (eu chamaria de Pior Idade). Gosto dele, dos causos e das músicas.

POÇOS DE CALDAS

28.09.2015
Estou sofrendo há dias com um furúnculo. Ontem à noite resolvi ir à emergência do hospital da Unimed para tentar resolver esses problemas porque esse companheiro inoportuno só aparece em local impróprio: nádegas, virilha, sovaco.... Viajar assim é um suplício.
Quase desisti da viagem, as 23:00 h ainda estava arrumando minha mala para viajar hoje, bem cedinho.

Tive febre durante quase todo o dia. Por um lado, foi bom, dormi quase que a viagem inteira, coisa que nunca acontece. 

À noite, no show de abertura do evento, já me sentia melhor.
Ricardo Bombarda, o cantor dessa noite, é um gato com voz de cantor erudito. Fez uma apresentação com um excelente repertório, vários ritmos, ótimos recursos áudio visuais (um painel de LED com excelente definição, canhões de iluminação, equipamentos de som perfeitos). Só não dança muito bem, mais quem se importa? Com aquela estampa e a linda voz, dançar é o de menos.
Quando ele descia do palco e andava entre o público, era atacado pela mulherada. É muita velhinha tarada querendo tirar foto abraçada, passando a mão nas suas costas suadas, querendo beijá-lo. Foi hilário.
Entre uma apresentação e outra, o cantor trocava de roupa conforme o personagem que ia interpretar. Numa dessas trocas, uma senhora foi atrás dele tentando alcançá-lo para abraçar ou agarrar, sabe-se lá. Não alcançou, ele foi mais rápido e entrou no camarim.

São muitos idosos, ou melhor, idosas. A mulherada domina quando se trata de lazer e diversão. As mulheres de hoje se jogam na vida, não ficam em casa chorando as mazelas da idade.
Os homens, ao contrário das mulheres, vestem logo o pijama e ficam arrastando as chinelas pela casa, vendo televisão, dormindo durante a tarde toda. É assim que meu marido se comporta quando não está no sítio. Em casa passa o dia na frente da TV ou dormindo. Já falei com ele que vai acabar criando raízes como o personagem Tibério da novela Saramandaia. Só abre exceção para a ida ao boteco nos Cajueiros para tomar uma “birita” no início da noite. 

Chegamos ao hotel por volta das 23:30 h e resolvemos esticar a noite num bar perto do hotel, o Boteco Dom Pedro. Quando chegamos o garçom avisou que a cozinha já estava fechada, só poderia servir bebidas. Estranhei, depois lembrei que é uma segunda-feira e que talvez aqui a noite termine mais cedo. Bebemos e rimos, somente.

 29.09.2015
Essa é a terceira vez que venho a Poços. Na primeira vez eu era bem jovem, vinte e um anos. Na segunda vim com meu marido e um casal de amigos, numa excursão. Coincidentemente esse mesmo casal, Penha e Brasil, também vieram agora; uma agradável surpresa. Várias amigas estão nesse grupo: Valdea, Graça, Vilma, Deise, Sueli. Estamos entre as mais jovens do grupo e, por isso, um senhor do nosso grupo nos chama de “bebê”. Parece querer agradar, mas não consegue. Um chato!













A praça principal da cidade está linda, toda florida. A cidade toda é bem arborizada, os ipês roxos estão por toda parte. O casario antigo muito bem conservado contribui para embelezar a cidade. Nas vezes anteriores que aqui estive não tive essa mesma sensação. Acho que dessa vez, com mais tempo livre para caminhar pela cidade, estou podendo aproveitar melhor a tranquilidade e o clima agradável desse lugar.


Os eventos durante o dia acontecem no Palace Hotel e no Cassino. Fomos caminhando até lá. Na programação temos: Ginástica na cadeira, biodança, ginástica cerebral, yoga e meditação, dança de salão e zumba, caminhada e oficina do corpo e várias palestras.

Pelo luxo dessas duas construções, o Hotel e o Cassino, percebe-se que essa cidade já teve seus dias de muita prosperidade. Tempos de jogos liberados e muitos bailes devem ter ocorrido nesses salões. Dizem que Getúlio Vargas tinha uma suíte especial no Hotel Palace. Imagino o gordinho Getúlio mergulhando naquela piscina térmica circundada por colunas de mármore de Carrara. Que maraviiiiilha!!!! 

Hoje assistimos à palestra Renovar o Corpo e, em seguida, levamos nosso corpo renovado para curtir melhor a cidade.

Depois do almoço fomos junto com o grupo ao Jardim Japonês e depois a cachoeira Véu de Noiva. Já conhecia esses locais, mas nada é igual “do jeito que já foi um dia”, então sempre há algo de novo a ver ou fazer. No jardim japonês pagamos o aluguel de alguns quimonos japoneses para tirar fotos. Fiquei uma japonesa bem estranha, acho que porque estou loura. Como diz uma amiga a vida das mulheres é difícil porque além de dar conta da dupla jornada, ainda temos que estar todo tempo “linda, loura e japonesa”.

 À noite a programação é o Baile da Primavera. Resolvi ficar no hotel e dar um descanso ao meu furúnculo que ainda me incomoda muito.

30.09.2015

Chegamos no Hotel Palace e fomos direto para as massagens. Eu e Váldea fizemos massagens nos pés, ou melhor, fomos massageadas. Deise preferiu a massagem nas costas.Uma delícia!!!

Voltamos para almoçar no hotel. No caminho paramos no prédio Thermas Antônio Carlos que oferece vários tratamentos corporais a base de águas termais. O prédio é imponente e as águas curativas e o jogo foram certamente fatores preponderantes para o progresso dessa cidade. Ainda hoje o turismo deve ser uma das principais fontes de renda de Poços, mesmo sem jogo e sem a utilização das águas sulfurosas como tratamento de doenças.

Acho que hoje os idosos gostam do clima, das águas mornas, da tranquilidade e dos jardins floridos. Mudou o público, sumiram os ricos e chegaram os turistas da classe média. Vi no hotel alguns casais que pareciam em viagem de lua de mel. Deve ser outro público que frequenta a cidade.


O show de hoje é com Rolando Boldrim. Cantor, ator, poeta, escritor e um contador de causos. Gosto dele desde os tempos do programa Som Brasil na rede Globo. Um programa de músicas regionais que era bem interessante.
O show foi razoável. Gostei dos causos, ele sabe contá-los com competência.

01.10.2015












Começamos o dia participando da ginástica na cadeira. O enorme salão estava lotado. No alto de um tablado, uma mulher alta e fortinha ensinava os movimentos. Maria Alice Corazza, a professora de ginástica de setenta e um anos com aparência de cinquenta, é muito simpática e cheia de disposição e logo conquistou a todos. E fomos seguindo os comandos delas ao ritmo da música. Diga-se de passagem, a trilha sonora era muito boa e bem apropriada. E íamos alongando, quase dançando. Não gosto de ginástica, principalmente porque acho difícil acompanhar as coreografias. Nesse caso, não tive dificuldade, e gostei.

Muitos fotógrafos estão presentes nesse evento, vendendo o material produzido durante os eventos. No meio dessa turma de fotógrafos um  se destaca pela simpatia e bom humor. Na ginástica das cadeiras ele dançava e fotografava. Um palhaço!!! Já estava íntimo de um monte de gente. 

Assistimos outra palestra, Ginástica Cerebral. Depois fomos bater perna. Fui procurar uma bolsinha de fumo para Vilson no Mercado Municipal. Não achei a bolsinha mas gostei muito do mercado.

Temos tomado café a tarde em alguns cafés próximos aqui do hotel. São muitos por aqui e alguns bem bonitinhos. Aproveito para comer bastante pão de queijo. Nada como comer pão de queijo na terra do queijo, e se for acompanho por café com leite, melhor ainda. Mais mineirin do que isso só uma dosezinha de purinha (cachaça).

À tarde fomos visitar uma fábrica dos famosos cristais de Poços. São lindos, mas não são para o meu bolso.

Na última noite, pra fechar muito bem, um baile de gala com a Big Band Tupy Orquestra. A mulherada caprichou no figurino: renda, longos, salto alto, muita biju. Eu destoei do grupo: vestido Jeans e bota. Estou mais para festa sertaneja do que para baile com orquestra. É que arrumei minha mala na última hora, ainda na dúvida se poderia viajar.  
A banda é animadérrima. Tem três cantores que revezam no vocal. Um deles, uma biba de topete arrepiado, parece um calopsita. Como o número de homens é muito inferior ao número de mulheres, alguns rapazes foram contratados para dançar com a mulherada. Só fica na cadeira quem quer. O que me convidou para dançar é uma graça de rapaz, bem alto e cheiroso. 

Quando retornamos ao hotel, resolvemos conhecer o bar em frente.
Bem bonitinho, algumas árvores não foram retiradas e atravessam o telhado. Dão uma aparência bem rústica ao bar. Penha e Brasil também nos acompanharam. Brasil de terno e Penha com um longo rendado, de muito bom gosto. Ela se veste muito bem.

A noite foi muito boa e a caipirinha estava óóóótima!

02.10.2015
Após o café parte do grupo voltou ao Centro de Convenções para uma missa de Ação de Graças.
Eu e Sueli preferimos passear pelo bairro. Passamos primeiro pela igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde. Uma grande construção de paredes avermelhadas, austera e simples. Várias colunas em arco circundam toda a nave e o púlpito. O teto em madeira com entalhes bem trabalhados e os lustres, também de madeira, reforçam o estilo despojado da construção. Achei linda essa igreja. Não sou católica, mas se eu morasse aqui e tivesse cantos gregorianos na missa dessa igreja, eu assistiria algumas missas, com certeza.
Partimos para Macaé após o almoço. São mais ou menos 12 h de estrada. Como eu gostaria de dormir e não ver o tempo passar. 

10 setembro, 2015

EDINBURG, PITLOCHRY, INVERNESS, OBAN

ESCÓCIA
Essa viagem deu trabalho...pra minhas companheiras de viagem. Como estou mais distante do grupo e elas são mais experientes, e eu mais acomodada, sobrou pra elas cuidarem das reservas de hotel, aluguel de carro, escolha de roteiro, compra de ingressos para show, etc...
Fatinha disse que eu tô com muito dinheiro porque “só pagava e nada perguntava”. Dinheiro que nada! Dizem que muito ajuda quem não atrapalha e esse é o meu caso. Somos seis mulheres nessa empreitada, imagine se todas quiserem tomar a dianteira para resolver cada situação? É encrenca na certa.
Tudo pronto, amanhã partiremos para Escócia, depois Irlanda e finalmente, Inglaterra.

E por falar em Inglaterra, hoje saiu uma notícia na imprensa sobre o Príncipe Charles. Parece que ele descobriu que foi traído pela mulher, Camila a Duquesa da Cornualha, e pediu o divórcio. Príncipe solteiro na praça!!! Convenhamos que ele é bem feinho, mas príncipe é príncipe, não terá dificuldade em arrumar uma substituta. Pode ser também que a notícia seja falsa.


Da esquerda pra direita: Jussara, Adélia, Ãngela (eu), Fatima, Katia, Andréa

03.06.2015

Ontem à tarde levei um quase tombo e torci o pé. Corri pra casa, botei gelo direto, mas o pé ainda está inchado e doendo, apesar dos remédios que tomei. Estou quase me arrastando, mas desistir da viagem...nem morta,
Cheguei cedo ao aeroporto. Melhor assim, detesto correria.
Enquanto esperava pelas companheiras, sentou-se ao meu lado um sujeito meio esquisito. Pouco depois uma funcionária do aeroporto identificou uma mala abandonada perto de uma daquelas máquinas onde se faz o chek-in on line. Ela chamou a segurança e começou a isolar o local, que era bem próximo de onde estávamos sentados, eu e o esquisito.
O sujeito começou a falar sozinho e dizia que aquilo era uma bomba, com certeza, e outras palavras que eu não consegui identificar. Já estava pensando em me levantar quando apareceu o dono da mala, um francês, que pela cara de felicidade ficou muito aliviado por ainda ter encontrado a mala no mesmo lugar. Ufa, que alivio!!!
A turma foi chegando, aos poucos. Na hora marcada, decolamos. Foi uma viagem desconfortável, pra variar.

EDINBURG

04.06.2015



Chegamos a Edimburgo no início da tarde. Nosso hotel é confortável e os donos nos atenderam com cordialidade. É uma Guest House e, como era de se esperar, tem escada e subir com malas não é coisa das mais agradáveis. Pelo visto a história se repetirá várias vezes nessa viagem, a maioria dos hotéis onde nos hospedaremos é Guest House. Estamos no Reino Unido, pagando em libra, temos que economizar.

O dono nos ajudou com as malas. Graças a God  por isso!!!
Os quartos tem uma decoração bem romântica e elegante. Papel delicado nas paredes, cortinas floridas, móveis tradicionais. Só não gosto desses chuveiros que usam por aqui, quase sempre tenho que me curvar para lavar o cabelo.

Mortas de fome, partimos para o centro atrás de um restaurante indicado por alguém. Esse é o primeiro de uma lista de indicados. Procurar restaurante é, algumas vezes, motivo de estresse. Mas no fim, comemos, bebemos, ficamos mais calmas e tudo acaba bem.

Saímos do restaurante depois das 21:00 h e o dia ainda estava claro. Faz bastante frio e um ventinho gelado queima meu rosto. Ainda bem que não está chovendo porque aqui a chuva é uma constante.
Aproveitamos para dar uma caminhada pelo centro. Estamos na cidade velha, a cidade medieval. As construções são muito bem conservadas e, vistas assim a meia luz, nos dão a impressão que voltamos séculos atrás.

Amanhã começaremos a desbravar a cidade da gaita de fole, dos homens de saia e do uísque.

05.06.2015


Os homens de saia. Lindinhos!!!!
O café da manhã é servido numa varandinha coberta, toda de vidro, de onde se vê um pequeno jardim nos fundos da casa. Uma graça!!!! Parece que essa varandinha é comum por aqui, vi em várias casas.
São apenas sete mesas e todas estão ocupadas, embora estejamos na baixa temporada. Os hoteleiros não têm do que reclamar.
Os hóspedes que ocupam as outras mesas estão calados ou, quando conversam, falam bem baixinho. Não é o nosso caso, somos brasileiras. Por mais que Adélia nos avise quando o tom fica alto demais, não tem jeito, acabamos falando alto e falando demais.
Após o café, eu e Adélia sentamos num banquinho no jardim. Ele está precisando de cuidados (o jardim) e Adélia disse que ia oferecer seus serviços de jardinagem para o dono do hotel, por 800 libras ela faria um belo trabalho. Brincadeirinha!

Pegamos um ônibus até o centro. Vamos visitar o castelo de Edimburgo, o principal ponto turístico da cidade. Parece-me que toda cidade na Escócia tem um castelo para chamar de seu e aqui não poderia ser diferente. E, como todo castelo, esse também fica no alto de um morro. Meu pé ainda está doendo por causa da torção e caminhar tem me exigido alguma dose de sacrifício. Por sorte a subida não é muito íngreme.
Esse castelo foi uma fortaleza real durante a idade média. A vista da cidade é magnífica. Muitos canhões, muitas escadas, as joias da coroa, uma capela antiga, etc.... O que vi de diferente aqui foi um cemitério de cachorro. Cachorro de sangue azul, certamente.

Após o almoço compramos a passagem do ônibus de turismo e fomos conhecer o restante da cidade. Achamos que tinha áudio guia em espanhol, mas não havia. Isso sempre atrapalha um pouco, principalmente pra mim. Esses tours ajudam na escolha do que visitar no dia seguinte e nos dão uma visão mais ampliada da cidade. O perigo é o balanço do ônibus que, depois do almoço, traz sono na certa.

Rodamos pela cidade, escolhemos o que visitar no dia seguinte e descemos novamente no centro. Caminhamos pela Royal Mile, rua bem extensa com muitas lojinhas para o turista torrar suas libras. A oferta de blusas e cachecol de caxemira é grande, mas os preços não são convidativos, pelo menos para assalariado que é pago com reais.

O tempo está instável, uma chuvinha que vai e vem, um pouquinho de sol. Tudo isso intercalado com um vento gelado. As quatro estações num mesmo dia. Por sorte a chuva é rápida, o que nos permite procurar abrigo em alguma loja e em seguida voltar a caminhar. Jussara e Fatinha, friorentas assumidas, usam todos os recursos necessários: gorro, luva, cachecol, casaco, botas, capa de chuva, roupa térmica, etc.... Toda essa indumentária que na hora de usar o toilette nos obriga a tirar as várias camadas, como se estivéssemos descascando uma cebola.

Fomos jantar no restaurante Jamie’s Italian, de um dos chefs britânicos mais famosos do mundo: Jamie Oliver (aquele que apresenta um programa no canal GNT). A decoração é legal, ambiente bem animado, agradável. Ainda bem que fizemos reserva com bastante antecedência. Pedi um Spaghetti com Caranguejo, mas não tive sorte na escolha. Minhas companheiras gostaram muito do que comeram, mas eu achei o meu prato muito sem graça.

Meu pé está doendo menos. Jussara disse que deve ser a mistura de vinho, cerveja e antinflamatório.

06.06.2015

Fomos conhecer, o Palácio de Holyroodhouse, moradia da rainha britânica quando visita Edinburgh. Ali também foi a residência da rainha dos escoceses, Maria. Um guia nos contou a história trágica dessa rainha que foi suspeita de tramar o assassinato de seu segundo marido e, mais tarde, foi acusada de matar sua prima que era rainha Inglaterra. É muito assassinato que rola nessas nobres famílias, gente! Por isso se fala tanto que a morte da princesa Diana foi encomendada. Sabe-se lá.
O palácio é muito bonito e os jardins idem. Pena que não deu para aproveitar muito o passeio pelo jardim. Tá um frio do cão e minha vontade é me enfiar em algum lugar e comer alguma coisa bem quentinha. Ah, como é bom comer!!
Fomos até o porto. A intenção era visitar o Iate Real, mas para chegarmos até o ancoradouro, é necessário passar por dentro de um shopping. Desistimos da visita ao iate e resolvemos almoçar.
A garçonete que nos atendeu era extremamente mal educada. Fatinha deu uma dura nela, mas não deu muito resultado. Pensamos em sair e procurar outro restaurante. A fome era grande, resolvemos ficar. No final nos recusamos a pagar os 10% da gorjeta.

Palácio de Holyroodhouse
Quando retornamos de táxi para o hotel, vi um senhor sair cambaleando de um Pub. Pensei - “que coisa, um velho tão arrumadinho e tão bêbado!”
Quando saí de táxi, me desequilibrei por causa do vento forte. Lembrei do velho que provavelmente cambaleava por causa do vento.

À noite fizemos a farra da comilança em nosso quarto: queijo, vinho, biscoitinhos, pães, etc... Eu estava preparando um chá pra mim e Adélia quando o restante do grupo chegou com as guloseimas. Andrea me sacaneou dizendo que já dividimos quarto em tantas viagens e que eu nunca fiz um chá pra ela. Esses momentos são sempre muito agradáveis, relaxamos, rimos e descansamos das longas caminhadas. O medidor de passadas de Fatinha informa que hoje caminhamos 14 Km. 

 PITLOCHRY

07.06.2015


Prato principal do cafe da manhã
Hoje tomamos o último café da manhã nessa cidade. Na véspera escolhemos o café do dia seguinte e são duas opções: o café tradicional escocês ou café continental. O café escocês equivale a um almoço, tem feijão, salsicha, bacon, ovo, cogumelos, um bolinho de batata e um bolinho quase preto que parece ser feito de miúdo de algum animal, carneiro talvez. E mais pão, geleia, iogurte, suco.... não consigo comer isso tudo pela manhã, optei pelo café continental. Kátia come tudo isso e vira os olhinhos de tanto prazer.

Pegamos um táxi para ir até locadora onde pegaremos nosso carro, para prosseguir a viagem até Pitlochry. Kátia cuida do dinheiro da caixinha. Cada uma de nós entrega cinquenta libras para essa caixinha, que é usada para as despesas que são comuns a todas. E quando se trata de dinheiro, Kátia é rigorosa. Quando o taxista cobrou vinte duas libras pela corrida, ela pagou vinte cinco e deixou o troco. Ficamos surpresas com tanta generosidade. Ela nos olhou e disse:
- Já fiz minha boa ação da semana. E chega!
Ficamos aguardando pela liberação do carro dentro da locadora. Lá fora estava bem frio. Tínhamos que ficar bem quietinhas para não atrapalhar. Kátia, agoniada com a mudez forçada, falou:
- Que povo apagado, até um velório no Brasil é mais animado.
Chegou nosso carro, um Mercedes Benz, enorme e muito confortável. Quando Andrea assumiu o volante falamos pra Jussara:
-Juju, pode começar a rezar.
-Já comecei - respondeu.

Seguimos em direção à cidade de Pitlochry. Como esse nome é difícil de pronunciar adotamos um nome mais fácil e nosso velho conhecido: Clitóris.


Castelo de Stirling
No caminho passamos no Castelo de Stirling, que fica no alto (todos ficam) de um monte rochoso e bem íngreme. Esse é um dos mais importantes da Escócia e foi atacado várias vezes. A história é parecida com a dos demais castelos: a vida de reis e rainhas, as disputas pelo trono, guerras, o luxo e a ostentação. Na planície lá embaixo foram travadas várias batalhas, entre elas uma que foi comandada por William Wallace (aquele do filme Coração Valente), um herói para os escoceses. Lá de cima é possível ver a ponte e o rio onde William derrotou o exército inglês quando tentavam atravessar o rio.

A cidade de Pitlochry ou Clitóris, como preferimos, é pequena e bem cuidada. O nosso hotel é lindo, cercado de verde. Nosso quarto tem grandes janelas que nos permitem ver a mata que circunda o hotel. A noite está bem fria, tivemos que ligar o aquecedor. 

Nosso hotel em Pitlochry
Saímos rápido para jantar porque as 21:00 h todos os restaurantes estão fechando. Escolhemos um bem pequeno e aconchegante, o BIBA (gostei do nome). A comida estava bem gostosa e a sobremesa - uma panqueca com sorvete, brownie e chantily – era enoooorme.


Restaurante Biba




Nossa sobremesa enooorme!
Arrasta mala.Ufa!
INVERNESS

08.06.2015


Athol Palace Hotel
Deixamos a cidade de Pitrochly pela manhã rumo a Inverness, mas antes caminhamos um pouco pela rua principal e já saindo da cidade, passamos pelo Athol Palace Hotel. Um luxo! Parece um palácio como esses que vemos por aqui. Imagine quanto será a diária! Não tivemos tempo de conhecer melhor a cidade. Uma pena.

No caminho paramos para conhecer o Castelo de Glamis (juro que é o último). Esse não fica em um morro e parece mais um palácio que um castelo. É lindo!

Castelo de Glamis


A mãe da rainha Elizabeth da Inglaterra, aquela velinha simpática que morreu com mais de cem anos, nasceu aqui.

Na entrada fomos atendidas por uma brasileira que trabalha no castelo. Ela já mora na Escócia há alguns anos e vai casar com um brasileiro que mora na Alemanha. Ela nos contou que o Conde de Strathmore mora no castelo e que abre parte dele e dos jardins para visitação. Disse que ele não gosta de fazer isso, mas precisa de dinheiro para conservar a estrutura dessa casa. Acho que deve sair bem caro manter uma residência como essa. Imagine quantos empregados!!!

A brasileira nos falou que o Conde tem 56 anos, mas já está bem acabado:

- É por causa da bebida. Não contem pra ninguém tá?

O teto das salas é belíssimo, vi poucos assim. As salas, as louças, os quadros, tudo é muito bem conservado. Uma das salas é repleta de retratos da realeza que viveu ou visitou esse castelo. É tudo bem bonito.

O guia nos contou várias histórias sobre assombrações que vivem no castelo. O assassinato do rei Malcolm II da Escócia ocorrido nesse castelo e a famosa peça de teatro de Willian Shakespeare, Macbeth, que fala de uma série de homicídios cometidos por Macbeth e sua esposa, supostamente nesse castelo, contribuem para essa fama de castelo mal assombrado. Uiiii! 

Voltamos à estrada. Além dos campos verdes que parecem um tapete, vemos ao longe as montanhas, as famosas highlands da Escócia, ainda com alguma neve no topo.

09.06.2015

Nosso quarto nesse hotel fica praticamente no sótão. É confortável, mas por causa do formato do telhado por várias vezes bati com a cabeça no teto. Parece com o teto do mezanino da minha casa onde a mesma coisa acontece, esbarro a cabeça na parte mais baixa do teto. 

Ontem, na hora do banho, não conseguíamos usar o chuveiro. Mexemos em todos os botões e torneiras, e nada da água aparecer. Tivemos que ligar para a recepção. Pediram-nos que puxássemos uma cordinha pendurada no teto. Pronto, água a vontade! Quem poderia imaginar que aquela cordinha, que parecia um interruptor para aceder a luz, ligaria o chuveiro.

Fomos conhecer o Lago Ness. Fizemos um passeio de barco pelo lago. Muito frio no convés, fugi para o interior e tomei um capuchino. Achei o passeio meio monótono, a paisagem é sempre igual, sem muito atrativo. E o monstro não deu o ar da graça.

Se não tem monstro, vamos então nos dedicar ao conhecimento da produção de uísque. 


 Partimos para a destilaria do uísque Chivas Regal. Já fizemos a rota dos vinhos na Itália, do champanhe e dos vinhos na França, e agora vamos conhecer um pouco da produção de uísque na Escócia. Depois veremos a cerveja, na Irlanda.


Acho que essa deve ser uma das destilarias mais bonitas da Escócia. A paisagem em volta é bem bucólica e o prédio, bem antigo, é muito conservado. Todo o ambiente tem uma atmosfera tradicional e acolhedora. Nosso guia nessa visita é um português, o que facilita muito nossa vida. Passamos pelas várias etapas da produção e em seguida passamos para a degustação. Bebi a primeira dose, a segunda e....parei. Se eu beber as cinco acho que vou ver o monstro do Lago Ness aqui na destilaria. Adélia secou os cinco copos. Ahhhe!

As companheiras foram jantar e eu resolvi ficar no hotel. Estou com prisão de ventre há dias, tomei um laxante hoje cedo e o remédio está avisando que é chegada a hora.

Aliviada, nem me importei com a fome. Tomei um chá e fui para o Whatzapp conversar com a família. Minha neta todo dia manda gravação de voz com recadinhos carinhosos. Ah, que maravilhas a tecnologia produz!!!

10.06.2015

Sei que sou extremamente distraída, mas nessa viagem tenho uma concorrente de peso. Jussara, mais conhecida como Juju ou Vizi (corruptela da palavra vizinha). Hoje ela pegou por engano o casacão da Fatinha. Só que Fatinha é muito, muito menor que Jussara-Juju-Vizi. Resultado: vai sentir frio e terá que carregar esse casaco inútil o dia inteiro.

Nossas motoristas ainda estão em fase de adaptação à mão inglesa. Não é fácil acostumar a dirigir pelo lado esquerdo da estrada e com o volante do lado direito, mas já estão mais confortáveis que antes. Às vezes brigam um pouco, mas mantém a elegância. Perfeitas inglesas.

Fort Augustus

Fort Augustus
Saímos em direção à cidade de Oban. No caminho paramos na cidade de Fort Augustus para ver as eclusas que ligam à parte ocidental a parte oriental da Escócia, ou seja, este canal atravessa toda a extensão do país de leste a oeste. Quando chegamos a eclusa um barco estava atravessando. Nunca tinha visto de perto como esse negócio funciona e achei bem interessante, parece que o barco está descendo uma escada.

Em seguida paramos em Fort William de onde partimos no trem Jacobite Steam Train,  rumo a cidade de Mallaig. Essa Maria Fumaça é bem conhecida porque aparece várias vezes no filme Harry Potter. Eu não vi o filme e não vim aqui para conferir, mas acredito que boa parte dos turistas que estão no trem veio até aqui por causa do filme. A viagem levou mais ou menos duas horas e a paisagem é muito bonita: lagos, rio, viaduto (o que aparece no filme), túneis. O mais importante pra mim é a proximidade das montanhas, com os cumes cobertos de neve, que dão nome a região – Highlands. Agora me senti realmente na Escócia.
A cidade de Mallaig parece uma vila de pescadores, é pequenininha e ouve-se o tempo todo o barulho agudo produzido pelas aves, muitas aves, que me fazem lembrar do filme “Os pássaros” de Alfred Hitchcock.

Mallaig
Jussara fez um comentário sobre algumas casas mais humildes que vimos margeando a linha do trem. São residências dos pobres daqui, bem diferente dos pobres de lá, do Brasil. Não vemos miséria em lugar nenhum. Também não vemos grandes mansões, embora elas existam. Acredito que a diferença entre as classes sociais não é tão gritante. Dá uma certa tristeza pensar que o Brasil com toda riqueza natural que tem, não consegue diminuir essa distância entre as classes.

Voltamos a Fort William. No caminho para Oban, ao lado da estrada e de frente para o lago, muitos hotéis, muitas casas de muro baixo que permitem ver o jardim que todas elas têm. A cidade parece um balneário. Gostei, tive vontade de ficar por aqui por mais tempo.

Chegamos a Oban bem tarde, por volta de 22:30 h. O sol ainda brilhava, mas tudo estava fechado, as ruas completamente vazias. Há essa hora o povo local já esta na fase REM do sono, dormem com as galinhas.

No hotel uma senhora gordinha, provavelmente é a dona, nos recebeu com cara de sono. Escolhemos o café do dia seguinte e fomos dormir.

OBAN
 11.06.2015



Da sala de café é possível ver o mar muito calmo e azul, em frente ao hotel. Adooooro tomar o café da manhã assim, com calma e olhando a paisagem. Na maior parte da minha vida tomei o café da manhã na empresa, na maioria das vezes na minha própria mesa de trabalho.

A decoração do hotel é bem delicada, repleta de bibelôs e outras coisinhas antigas. Parece uma loja de antiguidades. Imagino a trabalheira para tirar a poeira de tantos objetos. Tem um cachorro de louça, sentado sobre as patas traseiras, que parece de verdade. Kátia se confundiu e fez um carinho nele.

Todas as casas dessa rua se transformaram em Guest House e várias com placas de “no vacances” (não há vagas). Parece que por aqui não há crise para a rede hoteleira.

Saímos do hotel logo depois do café e logo cedo vamos pegar a estrada. Mas antes vamos conhecer a cidade que é bem pequenina. Um calçadão percorre toda a extensão da praia e parece que todo o comércio se concentra por aqui.

Igreja Anglicana St John 
Nesse tour entramos em uma igreja anglicana, a St John Episcopal Cathedral. Antes de entrar na igreja propriamente dita - onde estão os bancos, o altar, os objetos do culto – tem uma antessala com uma mesa grande e um balcão com doces, bolo, chá, café, etc. Algumas fiéis nos servem café e bolo. Fatinha pergunta quanto custa e elas informam que é grátis, mas que podemos contribuir com quanto quisermos para a obra de restauração da igreja. Achei bem legal, diferente.


De todos os lugares, olhando para o alto, é possível ver uma construção que faz lembrar o Coliseu de Roma. Fica no alto de uma colina e deve ter uma boa vista da cidade. Fomos até lá subindo por umas ruas estreitas e cheias de curvas. Por alguns minutos achei que não seria possível chegar lá no nosso carro que é enorme.

A vista realmente é linda e a construção em estilo romano, inspirada certamente no Coliseu, tem jardim e bancos espalhados dentro do espaço interno e fora também. O lugar convida ao descanso e contemplação. Alguém viu na internet que o ricaço que fez essa construção pretendia homenagear sua família colocando nesse local estátuas de todos os familiares. Morreu antes de concluir a obra. Ainda bem, ficou melhor assim.

Partimos para Glasgow. A estrada é estreita, mas bem sinalizada e de baixa velocidade. Isso é bom, dá para admirar os lagos ao longo de todo o percurso. Paramos por alguns minutos num restaurante na área do lago Lomond, que faz parte de um grande parque nacional. O lago é imenso e ao longe vê-se as montanhas da Escócia. Nos jardins às margens do lago, muitas pessoas tomam sol, fazem piquenique, churrasco, andam de bicicleta, aproveitam muito bem o verão porque o inverno é longo e rigoroso.

Chegamos a Belfast. No caminho do aeroporto para o hotel sentimos um cheiro forte de estrume de vaca. Achamos estranho porque não víamos bois no pasto ao lado da estrada, apenas alguns rebanhos de carneiros, mas poucos. 

O cheiro de bosta nos acompanhou até o hotel. Perguntamos ao motorista do carro o porquê do cheiro e ele não soube nos dizer.

Não saí para jantar, estou cansada e louca por um banho. Em frente a minha janela, que é quase uma bay window, fica um Pub que está lotado de jovens. De camisola e toalha enrolada na cabeça, sentei ali na janela e fiquei olhando o movimento do Pub. Um dos rapazes que está em frente ao bar olha pra mim e dá um “tchau”. Retribuí o gesto e ele sorriu. Tadinho, nessa penumbra ele confundiu a vovozinha com chapeuzinho vermelho. Ou percebeu e me sacaneou.

O Pub é bem barulhento, me senti no Brasil.


Recomendações:

Aberfeldy Lodge Guest House
11 Southside Road IV2 3BG
Inverness

Corriemar House
6 Corran Esplanade PA34 5AQ
Oban

Classic Guest House
Address: 50 Mayfield Road, Edinburgh, Newington, Edinburgh, EH9 2NH