04 setembro, 2015

DUBLIN, CLIFFS OF MOHER, GALWAY

REPÚBLICA DA IRLANDA

DUBLIN
14.06.2015

Grafton Street
Saímos pela manhã em direção a Dublin. Fomos de ônibus porque trem com malas é uma combinação infernal. Mais ou menos duas horas de uma viagem tranquila e confortável.

Nosso hotel fica bem perto do centro. Almoçamos e fomos caminhar pela principal avenida da cidade, a O’Connell Street. No cruzamento da rua do nosso hotel com essa avenida, fica o obelisco Spire. Disseram que é uma escultura, eu acho que parece um obelisco. É enorme e pode ser visto de longe, e talvez nos sirva de referência para identificarmos que direção tomar.
As ruas estão lotadas e é domingo. Várias lojas estão com anúncio de liquidação. Pensamos que seria algum dia especial, tipo “Black Friday”, mas descobrimos que é um dia normal e que todo comércio daqui abre aos domingos. Estranho.

Compramos um show de dança típica irlandesa com direito a um jantar. Ficamos esperando por uma “roubada”. À noite fomos para o restaurante que fica no hotel Arlington, as margens do Rio Liffey, assistir ao show. São cinco músicos e 4 dançarinos, tocando e dançando aquele tipo de música que se ouve no filme Titanic, na festinha que acontece na terceira classe. 

O show e o jantar foram razoáveis, valeram os euros investidos.

15.06.2015

Começamos o dia pelo Castelo de Dublin. Conhecemos só a área externa, ninguém quis pagar para entrar. Já estamos legal de castelo, esse deve ser o nonagésimo nono castelo que conhecemos em nossas viagens pela Europa.

Passamos para o roteiro das igrejas, iniciando pela Chist Church Cathedral, a catedral mais antiga de Dublin. É muito grande, com o passar dos anos foram acrescentando novas construções e hoje, olhando da parte de fora, não parece exatamente uma igreja. É uma 
construção imponente.


Chist Church Cathedral


Catedral de St. Patrick's

Em seguida fomos a Catedral de St.Patrick’s. Em todo lugar tem igreja de St.Patrick, é um santo forte por aqui. Não entrei nas igrejas, em todas se paga para entrar. Não sou religiosa, então só pago quando são muito importantes ou muito bonitas. Preferi os jardins que ficam em redor das igrejas e esse aqui é um convite à preguiça. Deitar no gramado e esquentar no solzinho tímido é um programão.
Seguimos passeio no ônibus turístico pelo restante da cidade. 

Passamos por vários parques, um deles, o Phoenix Park, é enoooorme. O ônibus andou por vários quilômetros e nada de chegar ao final do parque. Numa rotatória o ônibus retornou pelo mesmo caminho e não vimos o final do parque.
Ah, esses parques trazem uma qualidade de vida para uma cidade! Sinto falta de um parque na minha cidade.

St. Green Park

Próxima parada: fábrica da cerveja Guiness. Pensei em não descer ali, mas quando vi um grupo de turistas super animados, cantando uma música que não conheço, fui contagiada. Desci.
A fábrica está ali desde 1759. Passamos pela história da cervejaria, pelos meios de produção, uma palestra sobre a cerveja (que eu nada entendi, era em inglês), e depois um momento para degustação. No último andar tem um bar com vista panorâmica da cidade. Por lá almoçamos e, no final umas comprinhas na loja da Guiness. Achei tudo muito organizado, mas meio sem graça.

Nessa terra de bebedores de cerveja resolvemos seguir a tradição, terminamos nosso dia num Pub.


16.06.2015            

Hoje faremos um passeio à região dos penhascos. Nessa região, onde fica uma das sete maravilhas da natureza, a Cliffs of Moher, foi onde aconteceu a locação do filme “A Filha de Ryan”. Assisti a esse filme na década de setenta e aquele cenário nunca me saiu da memória. Nunca imaginei que veria esse lugar algum dia. Outro filme que foi rodado nessa região foi “Harry Potter e o enigma do Príncipe”, mas esse não assisti.

Nossa guia Rose também é ruiva como a Lorraine, que nos acompanhou em Belfast. Segundo Rose, os ruivos da Irlanda são descendentes dos Vikings que ocuparam essas terras por vários séculos. Depois vieram os Celtas... aí a história é longa, melhor parar por aqui.

O micro-ônibus com cerca de 20 passageiros seguiu para o interior. Por todo lado vemos inúmeros muros baixos feito de pedra, os mesmo que vi no filme A filha de Ryan. A guia nos explicou que a Irlanda é uma ilha rochosa e por cima dessa rocha tem uma fina camada de terra. Pouca terra, muita pedra, pouca árvore. Como os camponeses precisavam desobstruir a terra para plantar, as pedras foram usadas para construir os muros que separam as propriedades. Tem um ditado que diz “Na Irlanda não há água suficiente para se afogar um homem, nem árvores para enforcá-lo, nem terra suficiente para enterrá-lo”.  

Muros de Pedras
A guia vai falando, falando, mas não consigo entender tudo que diz. Ela fala muito rápido e um espanhol perfeito. Acho que é espanhola mesmo. Bem, ela disse que no século XVII o governo inglês impôs uma série de restrições aos católicos da Irlanda. Não podiam ir à escola, não podiam exercer sua religião, não podiam usar o idioma local, não poderiam possuir grande extensão de terra. O principal produto da agricultura era a batata. No século XVII ocorreu uma praga que destruiu as plantações de batata em todo país. Isso causou uma grande fome, que reduziu 25% da população, parte porque morreu e outra parte que migrou para outros países, principalmente os Estados Unidos.

GALWAY

Paramos na cidade de Galway. A guia caminha rápido e algumas pessoas tiveram que quase correr para acompanhá-la. Um senhor mais idoso se irritou e deu uma bronca nela. Acho que ela não deu muita pelota.

A cidade é pequena e graciosa. O ônibus ficou estacionado num parking perto de uma grande igreja. Caminhamos, e alguns quase correram, até o centrinho com ruas de pedra, lojinhas, restaurantes. 

Numa esquina paramos para ver um grupo de jovens que, com sua banda, tocavam e cantavam um rock certinho. Acho que nesse país todos sonham com o sucesso como o de Bono Vox e sua U2.  
Continuamos a viagem. Passamos por um lugarejo, não lembro o nome, onde ocorre no mês de setembro, um encontro de solteiros de toda a Irlanda. A cidadezinha de cerca de mil habitantes recebe por volta de vinte mil pessoas que estão em busca do amor verdadeiro.

CLIFFS OF MOHER

Chegamos ao Cliffs of Moher. Estava tudo envolto em muita neblina. Caminhamos até próximo ao penhasco, mas não foi possível ver muita coisa e o frio não dava trégua. Adélia comentou que essa era a primeira vez que vestia casacão para ir passear na praia. Dei risada, ela tem toda razão.
Retornamos ao local onde ficam as instalações para os turistas. Em uma sala assistimos num grande telão, a um pequeno filme que mostra a vida dos pássaros que fazem seus ninhos nesses penhascos. A natureza caprichou nessa região.

Cliffs of Moher.

Depois do almoço, quando nos dirigimos ao ônibus, a neblina já havia se dissipado e foi possível ver a formação rochosa que desce até o mar, em ângulo de 90 graus. Só faltou um pouco de sol para deixar a paisagem ainda mais atraente.

17.06.2015

Antes de partir para Londres aproveitaremos para conhecer alguns lugares, o que for possível no tempo que nos resta. Cada grupo foi para um lado. Eu e Adélia resolvemos ir até a National Gallery. O museu é pequeno, algumas obras de grandes pintores, mas nenhum quadro muito famoso.


Estátua de Oscar Wilde
Perto da National Gallery fica o parque Merrion Square. Fomos até lá tirar uma foto com Oscar Wilde. O lugar é bem agradável, muito arborizado, florido. O parque é quadrado e numa das pontas está à estátua de Oscar, com um terno colorido, deitado languidamente sobre a pedra.

No dia da chegada a Dublin, às companheiras foram até o Temple Bar e lá encontraram um grupo de irlandeses vestidos com kilts e dançando sem cuecas. Um deles arrancou a cueca e jogou pra cima. Eu estava com o pé doendo e preferi ficar na O’Connell Street, perdi essa performance inusitada pra mim. 


Adélia sugeriu que almocemos por lá, para que eu conheça esse bairro de estilo medieval e cheio de pubs, restaurantes, danceterias, galerias de artes.

Para encerrar esse nosso último dia em Dublin, algumas comprinhas antes de ir para Londres.

Gostei bastante das duas principais cidades da Irlanda. Talvez um pouco mais de Belfast que me pareceu uma cidade mais organizada e mais tradicional. Dublin tem mais cara de grande metrópole e cidade turística. Muitos estrangeiros vêm para cá estudar e aprender o idioma, acho que isso ajuda a aumentar essa impressão de uma cidade mais cosmopolita.


Recomendações

The Rupley Court Hotel
37 Talbot Street, D1 Dublin, Ireland
Phone: +35318365892

The Lotts Café Bar
9 Lower Liffey Street
Dublin 1
Irlanda

The Old Storehouse Bar e Restaurante
3 Crow Alley  - Temple Bar
Dublin 2
Irlanda

Le Bon Crubeen
81-82 Talbot Street
Dublin 1

02 setembro, 2015

LONDRES, STONHANGE, BATH, CAMBRIIDGE

INGLATERRA

18.06.2015                           LONDRES

Dessa vez um ótimo hotel 4 estrelas, o Milenium. Pena que o café da manhã não está incluso e o preço é salgado.

Nosso grupo vai se subdividir porque Jussara e Fatinha ainda não conhecem Londres. Eu, Andrea e Kátia já estivemos aqui uma vez. Adélia já perdeu a conta de quantas vezes visitou Londres. Então fizemos escolhas diferentes.

Eu estou liberada de alguns pontos turísticos: London Eye, Mosteiro de Westminster, Palácio de Buckingham, Torre de Londres, Museu Britânico, Museu Tussaud’s, Museu de História Natural, Hyde Park, etc...

Começamos nosso dia pelo passeio no ônibus turístico. O trânsito está horrível (parece que é sempre assim) e já vimos que não vai dar pra fazer o roteiro completo. Eu e Adélia descemos no Regente Park. Já estive aqui antes, mas esse parque é irresistível. São 400 espécies de rosas. Sabe lá o que é isso? Tudo florido!!! 

O dia está tão bonito! Será que aposentaremos o casaco? Tiramos mil fotos e depois paramos num restaurante que fica aqui no parque, com mesas ao ar livre. Compramos um lanche e sentamos na sombra de um guarda-sol. Ô vida boa!


Catedral de St Paul
Pegamos o ônibus novamente e fomos a Catedral de St.Paul. É uma igreja anglicana do século XVII com uma arquitetura imponente, uma das mais visitadas de Londres. Pegamos um áudio-guia em português e nos misturamos ao burburinho de turistas. No áudio vimos uma parte do casamento do príncipe Charlie e Diana que ocorreu aqui. Resolvemos subir até cúpula da catedral e quase nos arrependemos porque são muitos degraus, mas valeu a pena o esforço.
Descemos ao subsolo onde estão vários túmulos de pessoas importantes. Adélia queria ver o túmulo de Florence Nightingale, enfermeira que criou a primeira escola de enfermagem e que deixou um legado importantíssimo para a profissão. Adélia também é enfermeira e fã de carteirinha de Florence. São muitos túmulos e muitos turistas, desistimos de procurar.
Quando tomamos o ônibus de turismo para retornar ao hotel percebemos que naquela lentidão não chegaríamos a tempo de nos arrumarmos para o show à noite, no Aldwych Theatre. Descemos e fomos de metro. Chegamos ao hotel em cima da hora, foi uma correria, mas deu tudo certo.
  
Prédio do Parlamento


Big Ben









O musical conta a história da cantora e compositora norte-americana Carole King. Eu conheço e gosto de muitas músicas dela, mas não sabia quase nada da sua vida. Foi uma agradável surpresa. Sua composição mais famosa "You've Got a Friend", e outros sucessos "Will You Love Me Tomorrow?", "Up on the Roof" e "One Fine Day" das décadas de 60 e 70, foram interpretadas por um ótimo elenco. O show foi óoootimo! A  indicação foi de Fatinha, que acertou em cheio.

Encerramos a noite com um jantar no restaurante Balthazar no bairro Covent Garden, próximo ao teatro onde assistimos ao show. Fomos atendidas por uma garçonete que fala um português excelente, coisa rara por aqui.

19.06.2015 

O dia está bonito, então resolvemos fazer um passeio de barco pelo Tâmisa. O passeio está incluso no passe do ônibus de turismo. Embarcamos num píer próximo ao Palácio de Westminster, prédio do parlamento. O barco anda bem devagar e logo vimos que não dá pra ir até o final do percurso. Demoraria muito tempo, resolvemos desembarcar antes.

Caminhando até a estação de metro mais próxima, passamos pelo restaurante Buenos Aires Steakhouse. Resolvemos almoçar por ali mesmo. Escolha mais do que acertada, a carne está deliciosa, como não poderia deixar de ser num restaurante argentino.

No início da tarde embarcamos num trem rumo ao Palácio de Hampton Court. Esse palácio já foi a casa de Henrique VIII, aquele rei que matava as esposas quando queria casar de novo, lembram? Acontecem aqui dois festivais por ano e demos sorte de estar em Londres nessa semana de shows do festival da primavera.


Levamos por volta de quarenta minutos, passando por vários lugarejos, até chegar ao palácio. Os portões serão abertos as 16:30 h para que o público possa fazer, se quiser, um piquenique em um dos seus jardins.

O jardim é maaaaravilhoso! Grama verdinha, um lago com chafariz, alamedas simétricas com umas árvores em formato de pirâmide que me lembram um doce puxa-puxa no palito, que eu comia na infância.

Estendemos a toalha, distribuímos os sanduíches, queijos, suco, vinho e nos esticamos no gramado para pegar um sol, comer, beber e apreciar a paisagem. Muita gente fazendo o mesmo que nós, alguns com cestinhas, cadeiras, etc. Acho tão legal esse hábito que os europeus cultivam! Lembro-me que na década de sessenta era comum fazermos piqueniques em praias e lagoas próximas da minha cidade. Se bem que estávamos mais para "farofeiros", sem nenhum glamour, mas era muiiiito bom!

Preparadas para o piquenique

As 20:30 h nos dirigimos para o pátio onde está montado o palco e as cadeiras para um público de mais ou menos 500 pessoas. Na hora marcada começa o show de Alfie Boe, ator e cantor inglês que atuou recentemente no musical Les Miserables. Ele é um cantor erudito, mas manda muito bem cantando rock. O show foi uma mescla de música clássica e música pop. Adorei!

Por volta das 22:00, na penumbra do dia que terminava, as paredes iluminadas do pátio interno do palácio dão um clima romântico e antigo ao ambiente, contrastando com a música moderna que Alfie canta nesse momento.
Show terminado, agora é caminhar até a estação e partir para Londres. Acho que a maioria dos que estão no show farão a mesma coisa, voltarão de trem. Nada como um transporte público de qualidade.
Fatinha e Juju estão loucas de vontade de fazer xixi, mas o banheiro da estação já está fechado. Resolveram procurar um matinho escondido entre os carros estacionados ao lado da estação. Serviço feito, voltam rindo para a plataforma porque Fatinha ficou com muito medo de mijar nas libras que estão na bolsinha da cintura. Quando baixou as calças a bolsinha foi junto, daí o medo. Não dá para perder uma libra sequer, tá muito cara.

20.06.15

STONEHANGE 


Faremos um passeio até duas cidades próximas. Embarcamos junto com um grupo de mais ou menos 20 pessoas para conhecermos Stonehenge e Bath.

Stonehenge é um lugar na parte mais alta de uma planície, onde várias pedras negras enormes agrupadas em formato de círculo, que foram colocadas ali não se sabe exatamente por quem nem para que, são visitadas todos os dias por turistas curiosos, esotéricos e estudiosos dos fatos que não tem uma explicação científica. Supõe-se que era usado para estudos astronômicos ou religiosos. Dizem que o lugar é mágico e que muitas pessoas sentem uma energia especial nesse lugar. Eu sinto....frio, o que não é de se admirar visto que a temperatura está em torno dos 15 graus.
O guia português que está nos acompanhando nos contou a história dessa formação de pedras e disse que amanhã começa o solstício de verão. Nessa data milhares de druidas e outros curiosos do mundo todo se encontram aqui para festejar a chegada do verão. Eles vestem sua túnica branca, tocam tambores, cantam e dançam em volta do monumento de pedra. Na estrada já encontramos alguns druidas com seu cajado, indo em direção a Stonehange.

BATH 

Chegamos em Bath, a cidade dos banhos romanos, pequenina, mas muito charmosa. Acredito que a arquitetura seja o principal atrativo aqui, pela beleza e pela conservação dos prédios históricos. Passamos por um local conhecido como The Circus.
Uma praça redonda e os prédios em volta da praça foram construídos num formato circular acompanhando o desenho da praça. Lindo!!!
The Circus

Estacionamos no centro histórico e fomos caminhar para conhecer o lugar. Passamos primeiro por um prédio de Banhos Romanos. Aqui existe uma fonte de água quente, o que deu origem as Termas. Em seguida passamos pela Abadia de Bath e o Teatro Real. O casario antigo em ótimo estado dá o clima certo para esse tipo de cidade. É pena que não tenhamos muito tempo para conhecer melhor a cidade. Valeria a pena um pernoite nesse local. Quem sabe tomar um banho numa dessas Termas?

21.06.2015
Fomos conhecer o museu Victoria&Albert, o maior museu de decoração e design do mundo. São peças de cerâmica, móveis, joias, roupas, fotografias, esculturas e mais coisas que não me lembro agora.

Eu e Adélia escolhemos esse museu por causa de uma exposição do estilista Alexander McQueen. O cara é doido!!! Ou melhor, era. Morreu há poucos anos, me parece que foi suicídio. Pode-se dizer que ele era meio louco, mas não há como negar sua criatividade e coragem de desafiar o convencional. 
São vários ambientes com peças que vão contando a evolução da sua criação. Em uma grande sala com pé direito imenso, vários telões apresentam diversos desfiles de suas coleções. Abaixo das telas, vários nichos com vestidos, sapatos, adereços de cabeça,  etc.  Vamos olhando as peças e em seguida vemos as mesmas sendo desfiladas nas telas. Muito bom!
Agora, o que mais gostei foi uma imagem virtual de Kate Moss que aparece flutuando dentro de uma pirâmide de vidro. O movimento começa num pequeno ponto de luz, depois vai surgindo uma mulher que rodopia envolvida por um tecido branco bem leve e fluido. Aos poucos percebemos que é um vestido de noiva cheio de babados, o mesmo que vimos exposto na sala anterior a essa da pirâmide. E ela vai rodando como se estivesse dançando suspensa no ar. A imagem vai diminuindo, Kate vai sumindo no meio dos babados até ser reduzida a um ponto de luz. Fiquei arrepiada!
Veja no link abaixo.

O nome da exposição é “Beleza Selvagem”. Acho que Alexander representa exatamente essa ideia.

Antes de sair tomamos um chocolate quente em um dos restaurantes do museu. A decoração do restaurante faz jus à beleza do prédio. E o chocolate também.

Encontramos com o restante do grupo em Covent Gardem. Rodamos pela feirinha, entramos nas lojas e, por fim, comemos uma pizza num restaurante popular do Jamie Oliver. Pizza mixuruca, tenho que confessar. Não dei sorte com esse chef medalhão.
Covent Gardem

22.06.2015
                                           CAMBRIDGE

Mônica - segunda da esquerda pra direita

Andréa vai passar o dia em Cambridge visitando Mônica, uma brasileira que é sua amiga de longa data e que reside na Inglaterra há alguns anos. Convidou-nos para fazer esse programa com ela e nós topamos. Pegamos o trem bem cedo e partirmos pra lá. 
Eu estava meio desanimada, final de viagem, já doida pra voltar pra casa, mas resolvi ir também. Só o que sei sobre essa cidade é que tem uma das melhores escolas do mundo. 
A Mônica é uma simpatia, meio elétrica, bem falante, e parece ter ficado bem contente com nossa visita. Ela nos esperava na estação e fomos direto a casa dela para que Andréa encontrasse os filhos da Mônica. Andréa é médica e foi ela que fez o parto dos meninos, dezesseis anos atrás. São dois rapazes morenos e altos, um pouco arredios, afinal são adolescentes.
Adoramos a casa de três andares que fica num bairro tranquilo, não muito longe do centro. Toda clarinha, bem funcional, um quintalzinho nos fundos, rede na varanda, uma churrasqueira. Penso que não devem ter muitas oportunidades de aproveitar esse espaço, com tanta chuva e frio que faz por aqui. Imóvel aqui na Inglaterra é carérrimo e por isso ela e o marido optaram por não morar em Londres. Não só por isso, mas também pela qualidade de vida. Aqui é muito tranquilo, dá para ir a todos os lugares de bicicleta e os meninos estudam em excelentes escolas públicas. Ela parece bem satisfeita com a vida que leva. Tem saudade do mar, do verão e da família, mas não tem vontade de voltar a morar no Brasil.
Retornando ao centro da cidade, primeira providência foi entrar num Pub e tomar uma cerveja. Desse programa não dá pra escapar. 

A cidade está cheia de jovens. Já é período de férias, mas tem os cursos de férias e a cidade recebe gente do mundo todo. As faculdades são belíssimas, arquitetura imponente e todas, ou quase todas, têm pátio interno e jardins.
Parece uma igreja mas é uma faculdade

Outra faculdade
Mônica nos levou para um passeio de barco pelo rio Cam. Fiquei surpresa com o tamanho do barco, que me lembrou as gôndolas de Veneza. Aqui também tem um “gondoleiro” que vai empurrando o barco com uma vara comprida. Acomodei-me no barco, na verdade quase deitada, e começamos a descer pelo rio de águas muito calmas.O rio passa pelos jardins nos fundos das faculdades, cada um mais bonito que o outro. O solzinho morno contribuiu para o passeio ser muito agradável. 
Cruzamos com vários barcos, muitos barcos. Os barqueiros (não sei se a expressão está correta) são quase todos muitos jovens, que certamente estão faturando uma graninha no período de férias para viajar para outros lugares. Isso é comum por aqui, nos disse Mônica.
 Que bom ter aceitado o convite de Andréa, foi um passeio bem legal.

23.06.2015
Hoje é nosso último dia de viagem. Reservamos esse dia para as compras. Fiz um levantamento da grana que restou, verifiquei minha relação de presentinhos e cortei alguns da lista. Pegamos o metro para a Oxford Street e me entreguei ao sacrifício: andar por essas lojas maaaaravilhosas.

Não sei se foi boa ideia deixar tudo para o último dia. Estou um caco!!!! As sacolas parecem pesar 15 quilos. No final ainda sobraram libras, quem diria. Faltou perna e braço para gastar o excedente. Retornei ao hotel me arrastando e ainda tinha a mala para arrumar. Mala arrumada, tomei um longo banho morno e depois um chá quentinho com biscoito. Dói o ombro, dói a perna, dói as costas. Tomei um Advil e xinguei  a tal de melhor idade. Enfiei-me embaixo das cobertas e torci para o sono chegar logo. Preciso descansar bem porque o dia amanhã vai ser puxado, depois de chegar no Rio à noite, ainda viajo para Macaé. Pela enésima vez, juro que não farei mais esse tipo de viagem. 
Mas...tomo chá, tomo café, só não tomo vergonha. É bem provável que eu ainda quebre esse juramento. 

24.06.2015

Enquanto o avião decolava, fiquei olhando a cidade cinza lá embaixo. Fechei os olhos e imaginei as quadrilhas do nordeste hoje, dia de São João. Todo aquele colorido, aquela animação e energia, tanta irreverência. Tudo tão diferente do que encontramos aqui: rigor, organização, formalidade. 

Ou isto ou aquilo, como diz a poesia de Cecília Meireles. Não se pode ter tudo.


Recomendações:

Milellennium Gloucester Hotel
4-18 HARRINGTON GARDENS - SW7 4LH-EARL'S COURT- FULHAM, LONDON-Tel:

#442073736030







01 junho, 2015

RECIFE E CABO DE SANTO AGOSTINHO

INICIAL

Todo ano acontece um encontro de aposentados da Petrobras, os “petroduteiros”. Esse grupo foi criado há sete anos, inicialmente composto por ex-empregados que trabalharam na área de dutos, mas ao longo desses anos empregados de outras áreas foram incorporando ao grupo.
A cada ano se reúnem em uma cidade e em 2015 esse encontro ocorrerá na cidade de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.
Só esperei aposentar para entrar pro time. Aposentado precisa de atividade e viajar é uma das minhas preferidas, principalmente se for em boa companhia. Daqui de Macaé o grupo é o seguinte: Graça, Valdea, Nadir, o casal Péricles e Jane, Wilma e eu.

Só artistas

Graça e Valdéa são minhas amigas de longa data. Conheço de vista, lá da Petrobras, Péricles, Jane e Nadir. Wilma é casada com um colega que já cantou comigo no coral da Bacia de Campos. Outro casal de Macaé, que não conheço, já se encontra em Recife.

14.05.2015

Eu, Graça, Valdea e Wilma saímos de Macaé no início da tarde.  No aeroporto do Galeão encontramos Nadir, Péricles e Jane. Entrei no avião e comecei imediatamente a cochilar. Parecia que tinha tomado um sonífero, dormi a viagem inteira. Isso nunca me aconteceu antes, nunca durmo em viagem seja lá qual for o meio de transporte. Será que me deram um “boa noite cinderela” e ainda vou descobrir que fui roubada?

Resort Vila Galé
Um ônibus nos aguardava no aeroporto de Recife para nos levar até o resort. Esperamos ainda algum tempo pela chegada do voo de alguns companheiros.
Nunca vim a Recife e não tenho uma curiosidade especial por essa cidade. Isso é bom, eu acho, porque como não tenho expectativa pode ser que me surpreenda.

Partimos para o Resort Vila Galé. Chegamos já um pouco tarde e com fome, foi o tempo de levar as malas para o quarto e descer para o restaurante. Lá encontramos como o outro casal de Macaé e conheci o organizador do evento e sua esposa. São animados e parecem dedicados a tornar esse encontro bem agradável.
Olhei em volta, a turma de petroleiros é grande, e não identifiquei nenhum conhecido. Essa turma é quase toda do Rio, mas certamente alguns devem ter trabalhado em Macaé.

15.05.2015

Resort Vila Galé
Acordamos mais tarde, sem pressa. Hoje vamos fazer um reconhecimento da área no entorno do hotel. Tudo o que queremos é muita sombra e água fresca. Tomamos nosso café da manhã tranquilamente, curtindo a paz e tranquilidade desse lugar.
O resort não chega aos pés do Resort Paradisus que eu, Valdéa e Cecília nos hospedamos em Punta Cana, mas é bom, cumpre o seu papel. Um gramado verde, muita folhagem, muito coqueiro, um vento morno gostoso. Pronto, é só passar o filtro solar e sair para o sol quente do nordeste.

Fomos até a praia. A areia não e tão clarinha como outras praias daqui, mas a água é morninha, uma delícia. Ficamos no mar um pouco e depois subimos para um quiosque do hotel, um olho na praia e outro na pina colada, no camarão, nos petiscos, etc... É muita comilança.

Aeróbica na piscina
Passamos para a piscina, fizemos aeróbica com o grupo que estava na água, cuidamos do bronzeado. Mais tarde nos preparamos para o jantar. Foi no jantar que tivemos noção de quantas pessoas estão participando desse encontro. Acho que umas duzentas pessoas, petroleiros e familiares. Avistei de longe Carneiro e a esposa. Eles são amigos de Kátia, minha companheira de viagem há mais de quinze anos, e já encontrei com eles em alguns aniversários dela. Tirei uma foto deles e mandei pelo Whatzapp pra Kátia. Ah, as facilidades tecnológicas!!!
Depois do jantar fomos para a boate do hotel. A programação de hoje é forró. Um dos dançarinos me chamou pra dançar. Esses rapazes são imprescindíveis para não deixar a mulherada tomando chá de cadeira. Os homens geralmente não sabem dançar e não tem coragem de arriscar, medo do “mico”. A mulher é mais solta e, mesmo que não dance bem, vai pra pista.

















16.05.2015

Praia de Carneiros

Acordamos cedo para irmos conhecer a Praia dos Carneiros. Logo na saída do lugarejo, a estrada sobe um morrinho de onde se tem uma vista melhor do polêmico porto de Suape. Já li em algum lugar que o impacto ambiental e social que a construção do porto causou não compensa o suposto desenvolvimento que gerou para Pernambuco. Relacionam, também, que as ocorrências de tubarão nas praias de Recife estão ligadas a construção do porto. Sabe-se lá!!!
Passamos por uma área de preservação ambiental e a guia que nos acompanhou, muito simpática, foi falando sobre a reserva e a origem do nome da praia de Carneiros. O nome nada tem a ver com esses animais que tem uma carne deliciosa (os veganos que me perdoem), mas trata-se do nome do dono da terra que ocupava uma área enorme naquela região. A praia de João Franscisco em Quissamã, também tem a mesma história.
Água clarinha, recifes formando piscinas naturais, coqueiros, quiosques oferecendo todas as iguarias que combinam com o clima do lugar...pronto, como diz o baiano, é só juntar tudo isso que teremos uma bela praia. O local não tem ainda uma infraestrutura a altura da beleza do lugar, mas isso não deve demorar muito para mudar. Valdea e Graça, que já conhecem as praias daqui, dizem que essa praia é mais bonita que a badalada Porto de Galinhas.
Demos azar, chove desde a hora que saímos do hotel e não parece que vai parar tão cedo.
Abrigamo-nos num quiosque e ficamos batendo papo, tomando uma cerveja. E tome chuva.

Praia de Carneiros
Faríamos um passeio de barco entrando pelo rio, depois um banho de argila (dizem que é bom pra pele), mas com essa chuva o programa foi para o ralo.
Tem um restaurante bem legal na praia, alguns almoçaram por lá enquanto esperávamos o tempo melhorar. Não melhorou e resolvemos voltar para o hotel e aproveitar o que um resort oferece. Não almoçamos na praia então chegamos ao hotel mortinhas de fome. Já era tarde para almoçar, mas comida disponível é o que não falta nesse hotel. Eu e Valdéa atacamos um caldinho de caranguejo e depois continuamos nos salgadinhos, mas deixando um espaço para o jantar.
Ficamos papeando e, conversa vai conversa vem, sempre surge alguma história picante. Uma delas contou que uma cartomante lhe disse que ela conheceria um “homem do dedo grosso” e que se casaria com ele. Pimba!! A cartomante acertou, mas acho que não era exatamente o dedo que era grosso. Outra contou que usava a bala de menta Halls nas transas com o marido e que quando se separaram ele levou todas as balas que estavam guardadas na gaveta. Acho que era um estoque. Alguém lembrou o acontecido certa noite, durante um rala e rola com o marido. O filho pequeno de uns três anos, que parecia estar dormindo, viu aquele movimento de vai e vem e mais que depressa subiu nas costas do pai e falou:

-Upa cavalo, upa cavalo!!!

Caímos todas na risada. Olhei as mesas em volta e percebi que a nossa era a mais barulhenta.

Mais tarde, depois do jantar fomos novamente para a boate. Um casal nos chamou a atenção, um homem e uma mulher bem magrinhos que tentavam dançar. Era uma coisa horrorooooosa!!! Nunca vi duas pessoas tão desajeitadas, completamente sem ritmo. E eles não desistiam, continuavam tentando dançar sem acertar nunca e divertindo, sem perceber, aqueles que passavam o tempo admirando a performance do casal.

17.05.2015

Hoje o dia é para conhecer Porto de Galinhas. A guia Élida nos contou o porquê desse nome. Reza a lenda que essa região era chamada de Porto Rico por causa da grande extração de pau brasil. O porto era muito usado para contrabando de escravos, que chegavam escondidos embaixo de engradados de galinhas d’angola. Quando o barco atracava os marinheiros gritavam que “tem galinhas d’angola no porto”. E daí o povo passou a chamar Porto Rico de Porto das Galinhas.
Achei a cidadezinha parecida com Búzios, porém um pouco menos glamourosa. Simpática.
Embarcamos numa jangada e fomos conhecer as piscinas naturais. Chegando lá, caminhamos sobre os corais, alimentamos os peixinhos com uma ração que o jangadeiro nos deu, e tomamos banho numa piscina natural de água azul transparente. Confesso que senti um pouco de medo de escorregar nas pedras, mesmo estando de sandália. Mas o mar....ai que delícia!!!!
Voltamos para a barraca, comemos camarão, queijo coalho na brasa e uma cerveja para acompanhar.
No caminho de volta para o ônibus fizemos umas comprinhas, porque ninguém é de ferro.
De volta ao hotel, um grupo passou por nós carregando um estandarte e cantando alguma coisa parecida com um terço. Um dos rapazes estava vestido de padre e convidava a todos para assistir a uma peça de teatro. Os atores eram os integrantes da equipe de entretenimento do hotel. Sentamos nas cadeiras arrumadas embaixo de um grande quiosque, várias crianças sentaram no chão, bem próximo do palco. Na história um casal se apaixona, mas por causa de uma intriga o pai da noiva acaba matando o rapaz. A moça também morre, mas depois ressuscitam. Tinha também um cheirador de calcinhas que fez o maior sucesso. Acho que ele é um dos dançarinos da boate.
Foi muito divertido. A turma de animadores realmente é boa na arte de representar e dançar.
Enquanto aguardávamos o jantar reparei numa enorme mesa cheia de cachaças. Falei pras amigas:
- Vou tirar uma foto e mostrar pra Vilson. Quem sabe assim ele se anima?
Um cara que estava sentado perto da mesa, quando fui tirar a foto, perguntou se eu não queria provar alguma delas. Expliquei o motivo da foto e quando falei que morava em Macaé ele ficou surpreendido e disse que também é macaense e que tinha outro macaense ali no encontro. Conversa vai, conversa vem, descobri que conhecia a família da esposa de um deles, que o outro serviu ao exército junto com meu marido e que tínhamos um grande amigo em comum: Messias.
Messias é um empregado aposentado da Petrobras, mas que continua a trabalhar na empresa como contratado. É uma pessoa singular e muito querida. Ele estaria aqui, mas compromisso no trabalho impediu. Pode ser que Messias anime Vilson a vir no próximo encontro. Ou ele anima ou a cachaça. Ou os dois.

18.05.2015


Pela manhã partimos para Recife. Ficamos no hotel Jangadeiros em frente à praia de Boa Viagem. Será que vou ter coragem de entrar nesse mar? E o medo de tubarão? Acho que quando entrar na água vou ouvir aquele som macabro do filme Tubarão.
Deixamos nossas malas no quarto e saímos. Fomos caminhando até uma feirinha que Valdéa e Graça já conheciam. Váldea disse que todo dia vinha nessa feirinha junto com Inês, na primeira vez que veio a Recife. Fiquei admirada com a disposição delas porque não é tão pertinho do hotel e a feira não é lá essas coisas.
Falei que ia voltar de táxi, mas resolvemos vir caminhando no calçadão ao lado da praia. Com o ventinho do mar, parece que ficou mais perto. Vim admirando os prédios em frente à praia, alguns bem bonitos. Diferentemente de Macaé, os prédios da orla mantêm uma boa distância entre eles, o que é ótimo. O que achei estranho é que não há restaurantes e bares ao longo da praia. Ou melhor, apenas uns dois ou três, e a orla tem aproximadamente uns oito quilômetros.
Fomos jantar num restaurante numa rua lateral, próximo ao hotel. O restaurante Ilha Camarões tem ambiente agradável e boa comida. Wilma, que come com moderação, não moderou no doce. Pediu a sobremesa “noivos” que é divina. São duas panquecas (por isso o nome) recheada com castanha, por cima sorvete de creme e uma calda de chocolate meio amargo. É de virar os olhinhos.

19.05.2015

Vamos fazer um tour pela cidade e quem vai nos acompanhar é o Luciano, amigo de Graça que trabalha numa agência de turismo local. É um baixinho simpático e falante. Logo no início do passeio nos mostrou dois prédios construídos por um dos homens mais ricos de Pernambuco. Deu-nos a ficha completa do ricaço João Carlos Paes Mendonça, o JC. Ele era o dono da rede de supermercados Bom Preço, mas agora se dedica ao negócio de Shopping Center. Tem vários espalhados pelo Nordeste. Recentemente presenteou a esposa com um Shopping enoooorme, novinho em folha. As companheiras começaram a investigar a vida do coroa. Ainda é casado? Divorciado? Viúvo? Coroa rico disponível atrai uma nuvem de mulheres amigáveis. Luciano informou que JC continua casado. Falei pra Luciano:

- Nesse caso eu dispensaria o coroa e me casaria com a esposa dele. São os novos tempos.

Brincadeirinha! Meu casamento vai bem, obrigado. 
Centro Histórico


Graça lembrou que tempos atrás veio passar um carnaval em Recife. Ela e uma amiga compraram um camarote para ver o Galo da Madrugada. Chegaram ao local as 09:00 h e SURPRESA!!!! O camarote era um cercadinho feito com corda, na calçada de um posto de gasolina. Entraram no cercadinho e ficaram ali em pé até as 16:00 h. Sair para fazer xixi era impossível. O jeito foi deixar cair e esperar pelo carro do bombeiro que passava jogando água no público. Aí lavava suor e o xixi. Trinta anos atrás eu poderia encarar essa jornada, mas agora é programa de índio.
Fomos até o marco zero da cidade, na área do porto que está sendo revitalizado. Em frente à praça duas construções bem antigas, um prédio dos Correios e o Instituto Santander, chamam minha atenção. Iniciamos nosso passeio pelo Recife antigo. A revitalização do porto ainda não está concluída, mas os prédios que já foram recuperados estão muito bonitos.
Seguimos para a Embaixada dos Bonecos Gigantes, aqueles que desfilam no carnaval. Eles ocupam as laterais de uma sala grande e são muitos. Tirei uma foto com a presidenta Dilma. Só senti falta do boneco de Olinda mais famoso em Macaé, o ex-prefeito Riverton Mussi.
Continuamos caminhando até o Paço do Frevo, que guarda a memória, os documentos e as personalidades ligadas a história do frevo em Pernambuco.
A Casa de Cultura que funciona num antigo presídio é parada obrigatória para compra de artesanato. Lá fomos nós.
Luciano foi nos mostrando as pontes e prédios históricos e contando a história de cada um deles. Em seguida almoçamos e fomos para Olinda.
Paramos inicialmente na catedral Nossa Senhora da Sé. A construção dessa igreja teve início alguns anos depois do descobrimento do Brasil. Passou por um incêndio que quase destruiu igreja, na época da ocupação holandesa. Foi reconstruída e hoje guarda, em seu interior, vários móveis em jacarandá e algumas esculturas em madeira. A igreja pode ser bonita, mas o mar visto lá do alto é divino.

Olinda
Fomos adiante. Subimos a pé uma pequena ladeira e ficamos admirando algumas casinhas coloridas, bem simples e singelas. Todas tem um quintal com uma vista maravilhosa do mar lá embaixo. Cada uma de nós escolheu sua preferida. Váldea disse que gostaria de morar ali, na casa verde. Ficamos imaginando todas nós morando ali, vizinhas. Ia ser um conversê diário, embaixo da sombra das árvores. Uma traria um bolo, outra uma tapioca, um refresco de fruta colhida no quintal, etc... e toca falar da vida.
Paramos pra visitar algumas lojas de artesanato. Umas mais simples, outras mais sofisticadas. Muita coisa bonita. Gostaria de conhecer esse lugar com mais calma, talvez ficando hospedada por aqui e aí sair caminhando, subindo e descendo ladeira, entrando em cada ateliê. Um amigo me recomendou o hotel Sete Colinas. Acho que farei isso na próxima vez que vier a Recife.
Seguimos para o Instituto Ricardo Brennand, que guarda o acervo desse ricaço. Chegamos lá passando por uma alameda margeada por palmeiras imperiais. À esquerda e a direita, jardins a perder de vista. Lá no alto a réplica de um castelo medieval, que é o Instituto. São os delírios de grandeza típicos dos muitos ricos, acumulam tanta obra de arte que no final precisam construir um museu, ou algo parecido.
Eu e Valdea resolvemos jantar no mesmo restaurante da véspera e comer a sobremesa “noivos”. Depois de um delicioso jantar, melhor que essa sobremesa só mesmo sexo com um noivo de verdade.

20.05.2014

Praia de Boa Viagem
Wilma hoje foi visitar um irmão que mora numa cidade perto daqui. O restante do grupo foi para a praia. Por toda orla placas alertando sobre os ataques de tubarão. É desanimador olhar aquela praia linda e pensar no perigo que é dar um mergulho ali. Lemos as recomendações das placas, lembramo-nos das orientações de Luciano – maré baixa, proteção dos arrecifes. Resolvemos arriscar.
Após ser alvo da disputa dos donos de barraca, escolhemos o local e nos acomodamos.
Que delícia de água!!! Há muito tempo não passava tanto tempo dentro do mar. Ficamos de molho na piscina que se forma antes dos arrecifes. Pareceu-me um lugar bem seguro e, pela quantidade de banhistas que provavelmente já conhecem bem essa praia, acho que tubarão não frequenta essa piscina rasinha.
À tarde fomos ao mercado central, que não é muito longe do hotel. Compramos algum artesanato e castanha de caju. Fico imaginando como aquelas pessoas sentadas nas mesas dos bares que funcionam ali dentro, suportam aquele calor abafado. O que as leva a trocar uma mesa ao ar livre em outros locais, por aquele calor insuportável?
Passeio Noturno de Catamarã
À noite fizemos um passeio de catamarã pelo rio Capibaribe. Quando chegamos ao local de embarque chovia um pouco e pensamos que o passeio seria cancelado. Será que a chuva vai nos atrapalhar novamente? Fiquei ouvindo um rapaz tocando música clássica ao piano e quando o pessoal do barco nos chamou, fiquei com pena de sair de onde estava. O rapaz do piano tocava divinamente.

Iniciamos o passeio com o tempo meio instável, mas tudo correu bem. A visão da cidade à noite, com as pontes e os prédios históricos iluminados, é romântica e linda. Lembro-me do parque das esculturas, o Palácio do Campo das Princesas, o Palácio da Justiça, Teatro Santa Isabel, as casas da Rua da Aurora. O guia do passeio ia falando sobre cada prédio, contando causos e curiosidades da época do governo holandês de Maurício de Nassau. Ótimo programa.
Fomos ao Shopping fazer umas comprinhas. Encontramos algumas coisinhas com um preço melhor que em Macaé, não teve como resistir. Depois comemos uma pizza e tomamos uma cerveja bem gelada. Alguns preferem água tônica ou coca-cola, eu faço parte do time que gosta de álcool. Sem exagero, é claro.

21.05.2014

Hoje é dia de partir, mas antes vamos aproveitar mais um pouco dessa praia deliciosa e de má fama. Culpa do tubarão, ou melhor, culpa do homem que agride a natureza sem se preocupar com as consequências.

Fomos todos tomar sol e aproveitar o restinho de tempo nessa cidade, que confesso, gostei mais do que imaginava. Péricles e Jane são animados e de paz. Wilma fica na dela, não perturba ninguém. Nadir é bem humorada e a calma em pessoa. Graça, sempre organizando tudo, é a mais elétrica. Váldea, faladeira assumida, já acorda cantando. São bons companheiros de viagem que espero encontrar nos próximos encontros.

Depois da praia e do almoço, sentamos no hall do hotel para aguardar a hora de saída para o aeroporto. Alguém falou que nosso voo seria às 21:00 h. Ninguém se preocupou em conferir. Olho pregado no celular, navegando. Isso é um perigo, ficamos alheios a tudo, o tempo passa e ninguém percebe. De repente alguém grita:
-Nosso voo é as 17:50 h!!!!
Já era 16:00 h e nós ali no bem bom. Fizemos sinal para um táxi, atravessamos a rua correndo. O táxi para do outro lado da rua. Voltamos correndo arrastando as malas. Ufa!!! Enfim a caminho aeroporto.
Bolo de Rolo


Quase perdemos o voo, mas no fim tudo acabou bem.

Bye, bye Recife. Adorei lhe conhecer, fiquei com gostinho de quero mais. E olha que não comi bolo de rolo.


Até a próxima!!!

Recomendo:
Luciano Tur - lucianotur@hotmail.com - (081) 8832-8484 ou 9606-4646
Restaurante Ilha Camarões - Praia de Boa Viagem